Arquivo Mensal: "abril 2011"

A estética dos bancos de imagem

Ronaldo Entler | 26.abr.2011

Esse é um recado para meus alunos, mas que vale a pena compartilhar. O trabalho final que peço a eles envolve sempre a produção de uma obra visual com técnica livre a partir um tema que varia a cada semestre. O objetivo é avaliar a capacidade que eles tem de traduzir ou construir uma reflexão por meio de imagens. É sempre uma experiência incrível. Mas, nos últimos anos, os bancos de imagem tem facilitado tanto quanto atrapalhado a nossa vida, aliás, atrapalham exatamente pelo modo como pretendem facilitar as coisas.Leia Mais

A construção de uma geração

Ronaldo Entler | 19.abr.2011

Geração 00 é uma mostra que assume um grande desafio e, claro, alguns riscos: pensar a produção fotográfica de um período marcado pela liberdade de procedimentos, pela velocidade das mudanças, uma década sem um marco inicial e sem um desfecho evidente, vivida por artistas de formações e idades muito distintas. Seria pretensioso propor o mapa de um território movediço que, se tem uma marca evidente, é a despreocupação com suas fronteiras (aquilo que distingue a fotografia de outras linguagens artísticas e, ainda, aquilo que define cada um de seus usosLeia Mais
D. Rosa, arquivo pessoal.
Fiquei pensando muito no que leva alguém a rasgar fotografias, como aconteceu com as imagens que Rubens Fernandes encontrou e acolheu em sua coleção (quem chegou agora, tem que ler o post anterior). Uma maneira de responder seria pensar às avessas o que leva alguém a produzir imagens. Arbitrariamente, pensei em três possibilidades ligadas ao que poderíamos chamar de “pensamento mágico”, “pensamento simbólico” e “pensamento burocrático”. Em cada um deles, e sucessivamente, existe um nível menor de vinculo entre a representação e o mundo, portanto, também um nível menor deLeia Mais

Colecionador de Olhares Desaparecidos [parte 1]

Rubens Fernandes Junior | 5.abr.2011

Em 2009, passeando pela Feira do Bixiga, em São Paulo, num domingo qualquer, me deparei com um estranho amontoado de fragmentos fotográficos. Simplesmente uma coleção de recortes fotográficos, ou melhor, dezenas de fotografias rasgadas aos pedaços. Sim, quem resolveu jogar fora as fotografias também decidiu rasgá-las como meio de tentar fazer desaparecer suas imagens do passado.Leia Mais