{"id":8664,"date":"2015-09-15T20:32:51","date_gmt":"2015-09-15T20:32:51","guid":{"rendered":"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/?p=8664"},"modified":"2025-05-07T13:58:20","modified_gmt":"2025-05-07T13:58:20","slug":"a-fotografia-e-o-desejo-de-happening","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/a-fotografia-e-o-desejo-de-happening\/","title":{"rendered":"A fotografia e o desejo de happening"},"content":{"rendered":"<p>Ao mostrar Jackson Pollock em a\u00e7\u00e3o, os registros\u00a0de Hans Namuth (1950-51) deram um desenho mais n\u00edtido \u00e0quele corpo em\u00a0movimento que j\u00e1 era de algum modo vis\u00edvel nas pr\u00f3prias pinturas. O gesto pode ser intu\u00eddo de qualquer pintura, seja um Rembrandt, seja um Van Gogh mas, no caso de Pollock e de todos os pintores que foram associados \u00e0 Action Painting, a reconex\u00e3o de\u00a0um resultado com esse\u00a0gesto\u00a0que lhe deu origem \u00e9 um dos sentidos almejados pela obra.<\/p>\n<div id=\"attachment_8667\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8667\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8667 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Contact-sheet-of-artist-J-010-674x506.jpg\" alt=\"Jackson Pollock, 1950-1. Fotos de Hans Namuth\" width=\"674\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Contact-sheet-of-artist-J-010-674x506.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Contact-sheet-of-artist-J-010-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Contact-sheet-of-artist-J-010-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Contact-sheet-of-artist-J-010.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><p id=\"caption-attachment-8667\" class=\"wp-caption-text\">Jackson Pollock, 1950-1. Foto de Hans Namuth<\/p><\/div>\n<p>Na medida em que os artistas se\u00a0abrem a tantas novas experimenta\u00e7\u00f5es, acentua-se o desejo de enxergar\u00a0seus processos de trabalho. Na passagem para os anos de 1960, era poss\u00edvel ver artistas como Allan Kaprow, John Cage, Robert Rauschenberg ou os integrantes do grupo Fluxus produzindo suas obras diante de uma plateia. Os <em>happenings<\/em>, como Kaprow batizou esses eventos, buscavam aproximar o p\u00fablico do processo de cria\u00e7\u00e3o, incorporando improvisos e abrindo-se \u00e0 intera\u00e7\u00e3o dos presentes.<\/p>\n<p>Mas os <em>happenings<\/em>, que deveriam desmistificar o gesto do artista, correram muitas vezes o risco de fetichiz\u00e1-lo ainda mais. Para alguns, essa era a oportunidade\u00a0de\u00a0de participar da realiza\u00e7\u00e3o de uma obra, para outros,\u00a0era a ocasi\u00e3o\u00a0de ser aben\u00e7oado pela\u00a0presen\u00e7a de uma figura cultuada.<\/p>\n<p>Os admiradores da fotografia n\u00e3o ficaram imunes a esse desejo de <em>happening<\/em>. Mas havia aqui um paradoxo: entendida como uma arte do instante, a fotografia moderna se pensou muitas vezes como um fazer sem processo. Nesse caso, o \u201cacontecimento\u201d \u00e9 a pr\u00f3pria imagem, que se resolve numa a\u00e7\u00e3o discreta e econ\u00f4mica que tem a dura\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio instante.<\/p>\n<p>Maneira simplista de pensar a fotografia, essa ideia cai por terra quando vemos a folha de contato de um fot\u00f3grafo: nele, percebemos que a presen\u00e7a do fot\u00f3grafo no local foi planejada, que cena foi antevista, mapeada, cercada, que a imagem foi testada, refeita, negociada, e posteriormente editada. Os\u00a0modos singulares de aguardar esse instante j\u00e1 s\u00e3o pass\u00edveis de an\u00e1lise (como demonstrou\u00a0Maur\u00edcio Lissovsky, no livro <em>M\u00e1quina de Esperar<\/em>, 2008). Mas, ao isolar e supervalorizar o momento da tomada, cria-se\u00a0a ideia de que a imagem surge como uma comunh\u00e3o repentina\u00a0entre o\u00a0olhar e o\u00a0mundo. Essa m\u00edstica serve tamb\u00e9m para reintroduzir a ideia de &#8220;dom&#8221; numa produ\u00e7\u00e3o que tantas vezes foi entendida como mec\u00e2nica, desprovida de espiritualidade.<\/p>\n<p>Se o fazer da fotografia \u00e9 assim\u00a0inapreens\u00edvel, o que pode ent\u00e3o responder ao desejo de <em>happening<\/em>? O que pode\u00a0ser oferecido\u00a0como espet\u00e1culo? Ainda h\u00e1, pelo menos, um corpo em torno desse instante, e pouco importa se conseguimos ou n\u00e3o relacionar suas a\u00e7\u00f5es \u00e0s imagens. Vale um pouco de tudo:\u00a0como o fot\u00f3grafo empunha a c\u00e2mera? Como ele caminha? Como ele ocupa o espa\u00e7o? Como seu corpo se porta diante da cena?<\/p>\n<p>O cinema, seja ele documental ou ficcional, permite localizar no trabalho com fotografia os movimentos desse corpo celebrado. Aqui v\u00e3o quatro exemplos:<\/p>\n<p>1. Comentando um <em>clip<\/em> mostrado na exposi\u00e7\u00e3o de Cartier-Bresson, no Centro\u00a0Georges Pompidou (2014), a fot\u00f3grafa <a href=\"http:\/\/www.vivianeli.com\/blog\/2014\/06\/henri-cartier-bresson\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Viviane Li<\/a> traz o seguinte relato em seu blog: \u00a0<em>Cartier-Bresson tinha\u00a0a leveza nos\u00a0p\u00e9s (light on his feet), ele manobrava seu corpo\u00a0alto e esbelto como um pardal com p\u00e9s de bailarino. Ele era r\u00e1pido, delicado, furtivo, um observador intenso. As luvas de couro que vestia n\u00e3o o deixavam moroso. Com sua c\u00e2mera de al\u00e7a encurtada, ele \u00e0s vezes a segurava abaixada pelo seu canto direito, atr\u00e1s de suas costas, enquanto caminhava e observava. Antes que seus retratados pudessem perceber que estavam sendo fotografados, ele j\u00e1 havia feito sua tomada discretamente e ido embora. Voc\u00ea tem verdadeiramente a sensa\u00e7\u00e3o de estar assistindo a um mestre trabalhando.<\/em><\/p>\n<p><a data-size=\"650x291\" href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/HenriCartierBresson_FilmClips-650x2911.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-8671 size-full\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/HenriCartierBresson_FilmClips-650x2911.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/HenriCartierBresson_FilmClips-650x2911.jpg 650w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/HenriCartierBresson_FilmClips-650x2911-360x161.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Henri Cartier-Bresson in action\" width=\"1150\" height=\"863\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/60o8UHyiCS4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>2. Sal da Terra (Juliano Salgado e Win Wenders, 2014) \u00e9 um document\u00e1rio\u00a0feito de imagens exuberantes (<a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/o-sal-da-terra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00e1 escrevi sobre o filme\u00a0aqui no Ic\u00f4nica<\/a>). Al\u00e9m disso,\u00a0encontramos nele a hist\u00f3ria de Sebasti\u00e3o Salgado, vemos seu rosto e ouvimos sua voz. Feito para um grande p\u00fablico, o filme frustra aqueles que gostariam de conhecer\u00a0um pouco mais\u00a0de seu\u00a0processo de trabalho: como ele viabiliza seus projetos, como chega aos lugares que escolhe, como negocia sua presen\u00e7a com as comunidades que fotografa, como edita e imprime suas imagens. Essa \u00e9 uma escolha do filme, n\u00e3o \u00e9 de modo algum uma limita\u00e7\u00e3o do fot\u00f3grafo. Resta buscar no fot\u00f3grafo\u00a0a capacidade de realizar uma performance\u00a0t\u00e3o exuberantes quanto\u00a0as imagens que produz. \u00c9 assim que, numa montagem h\u00e1bil, o document\u00e1rio ir\u00e1 alegorizar a profunda identifica\u00e7\u00e3o que Salgado\u00a0tem com os animais que fotografa para o projeto G\u00eanesis.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O Sal da Terra (fragmento)\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/139345053?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"1024\" height=\"552\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media\"><\/iframe><\/p>\n<p>3. Em Blow-up (Michelangelo Antonioni, 1966), o diretor\u00a0tamb\u00e9m imprime extravag\u00e2ncia \u00e0s performances de Thomas, seu personagem fot\u00f3grafo. At\u00e9 certo ponto do filme, temos a ilus\u00e3o de estar diante de um homem moderno, plenamente realizado, exercitando a desenvoltura e o poder que a c\u00e2mera\u00a0lhe d\u00e1. No est\u00fadio, ele usa sua autoridade, manipula\u00a0suas modelos, exige delas um desempenho \u00e0 sua altura e, em seguida, as abandona. No parque, ele se corre e saltita com uma vitalidade juvenil. No decorrer da trama, a pr\u00f3pria fotografia ir\u00e1 destitui-lo de sua arrog\u00e2ncia e mostrar sua incompletude. O\u00a0fracasso do personagem se revelar\u00e1 tamb\u00e9m em sua performance: um bom modo de ver o filme\u00a0\u00e9 ficar atento \u00e0s in\u00fameras\u00a0a\u00e7\u00f5es inacabadas e gestos sem prop\u00f3sito que o personagem acumula.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Blow-Up (fragmento)\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/139345052?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"568\" height=\"320\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media\"><\/iframe><\/p>\n<p>4. <em>A vida secreta de Walter Mitty<\/em>\u00a0traz a nostalgia dos bons tempos do jornalismo que a internet e os homens de neg\u00f3cio destru\u00edram. T\u00edmido, sonhador, desengon\u00e7ado, Mitty \u00e9 o oposto de Thomas, de Blow-up: ele \u00e9 um homem mal adaptado a seu tempo. \u00c9 ele quem cuida do arquivo de negativos da legend\u00e1ria revista Time-Life que, em seu processo de restrutura\u00e7\u00e3o, est\u00e1 prestes a extinguir seu\u00a0departamento. Sua reden\u00e7\u00e3o est\u00e1 nas m\u00e3os de um fot\u00f3grafo misterioso, que se desloca pelo planeta de modo fugidio. Para encontr\u00e1-lo, Mitty \u00e9 obrigado a enfrentar aventuras semelhantes \u00e0s de sua\u00a0fantasia. Finalmente, ele encontra o fot\u00f3grafo em plena a\u00e7\u00e3o. E se depara com a sabedoria de uma esp\u00e9cie de eremita, algu\u00e9m que \u00e9 capaz de superar o car\u00e1ter utilit\u00e1rio de seu instrumento de trabalho. Aqui, o fot\u00f3grafo atinge sua plenitude m\u00edstica, desapegada de toda a materialidade, inclusive a da pr\u00f3pria fotografia. Nesse mundo marcado tanto pelo pragmatismo quanto pela banalidade das imagens, para o fot\u00f3grafo, basta a contempla\u00e7\u00e3o. E, para Mitty, ele pr\u00f3prio transformado, bastar\u00e1 ter presenciado a performance de seu her\u00f3i. Como bom comediante,\u00a0o\u00a0diretor tem o cuidado de n\u00e3o levar\u00a0seus personagem\u00a0t\u00e3o a s\u00e9rio: depois de um momento t\u00e3o sublime, o fot\u00f3grafo convida Mitty a se juntar \u00e0 divers\u00e3o mundana de uma pelada de futebol. A reden\u00e7\u00e3o de Mitty se completa quando ele descobre que, enquanto perseguia o fot\u00f3grafo em sua busca\u00a0espalhafatosa, o fot\u00f3grafo sempre esteve muito pr\u00f3ximo, mas com\u00a0gestos discretos e invis\u00edveis.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A vida secreta de Walter Mitty (fragmento)\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/139345054?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"972\" height=\"532\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media\"><\/iframe><\/p>\n<p>Uma\u00a0resposta a esse culto ao instante\u00a0se esbo\u00e7a\u00a0quando a fotografia passa a ser utilizada pelo\u00a0artistas conceituais que nascem daquele mesmo ambiente\u00a0de experimenta\u00e7\u00f5es que deram origem aos\u00a0<em>happenings<\/em>. O\u00a0discurso parece\u00a0agora se inverter: em lugar\u00a0de\u00a0uma imagem exuberante produzida por um gesto invis\u00edvel, come\u00e7amos a ver uma fotografia assumidamente\u00a0banal, que n\u00e3o reivindica nenhuma qualidade pl\u00e1stica ou t\u00e9cnica, mas que exalta suas estrat\u00e9gias\u00a0de constru\u00e7\u00e3o, que exp\u00f5e\u00a0seus\u00a0procedimentos e explicitam os conceitos de que parte.<\/p>\n<p>O discurso que destaca demais esse &#8220;processo quase sem imagem&#8221; \u00e9 t\u00e3o fr\u00e1gil\u00a0quanto aquele que sup\u00f5e uma &#8220;imagem sem processo&#8221;. Para a cr\u00edtica, \u00e9 importante superar essa cis\u00e3o e investir\u00a0nos tantos matizes que podem existir\u00a0entre uma coisa e outra.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p>Este texto \u00e9 um prel\u00fadio \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o que farei na UFRJ, numa mesa sobre &#8220;Processos e Performances&#8221;, no Col\u00f3quio <em><a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/events\/483681858479774\/\" class=\"broken_link\">O Cotidiano na Fotografia Brasileira Contempor\u00e2nea<\/a><\/em>\u00a0(16 a 18\/09).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao mostrar Jackson Pollock em a\u00e7\u00e3o, os registros\u00a0de Hans Namuth (1950-51) deram um desenho mais n\u00edtido \u00e0quele corpo em\u00a0movimento que j\u00e1 era de algum modo vis\u00edvel nas pr\u00f3prias pinturas. O gesto pode ser intu\u00eddo de qualquer pintura, seja um Rembrandt, seja um Van Gogh mas, no caso de Pollock e de todos os pintores que foram associados \u00e0 Action Painting, a reconex\u00e3o de\u00a0um resultado com esse\u00a0gesto\u00a0que lhe deu origem \u00e9 um dos sentidos almejados pela obra. Na medida em que os artistas se\u00a0abrem a tantas novas experimenta\u00e7\u00f5es, acentua-se o desejo de enxergar\u00a0seus processos de trabalho. Na passagem para os anos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[835,832,820],"tags":[1041,1040,1039,1038,610,703],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8664"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8664"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8664\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12243,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8664\/revisions\/12243"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}