{"id":8491,"date":"2015-05-25T12:00:09","date_gmt":"2015-05-25T12:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/?p=8491"},"modified":"2022-12-04T13:48:31","modified_gmt":"2022-12-04T13:48:31","slug":"nelson-brissac-ver-do-meio-como-mato-que-cresce-entre-as-pedras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/nelson-brissac-ver-do-meio-como-mato-que-cresce-entre-as-pedras\/","title":{"rendered":"Nelson Brissac: ver do meio, como mato que cresce entre as pedras"},"content":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo\u00a0dia 27 de maio, entra em cartaz a exposi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/732599630202793\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\">Ver do Meio<\/a>, um trabalho de Nelson Brissac, que provocou tr\u00eas fot\u00f3grafos a apreender uma cidade que \u201cn\u00e3o se dar a ver\u201d. Fa\u00e7o parte desse grupo ao lado de Arnaldo Pappalardo e Mauro Restiffe.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, com sua trama urbana que n\u00e3o garante precis\u00f5es, nos levou a uma fotografia que se fez na rua, no embate do corpo com a cidade.\u00a0Nelson Brissac publica aqui no Ic\u00f4nica \u00a0seu texto curatorial\u00a0<span class=\"s1\">acompanhado de algumas imagens que estar\u00e3o expostas.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/128522138\" width=\"670\" height=\"377\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>\u00a9 Arnaldo Pappalardo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ver do meio &#8211;\u00a0como o mato que cresce entre as pedras<\/strong><\/p>\n<p>por Nelson Brissac Peixoto<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas mais marcantes da metr\u00f3pole contempor\u00e2nea \u00e9 ela n\u00e3o se dar \u00e0 ver. A morfologia da paisagem, o desenho urbano, o esquema das principais art\u00e9rias e mesmo a localiza\u00e7\u00e3o dos diferentes bairros escapam \u00e0 experi\u00eancia dos indiv\u00edduos, n\u00e3o se deixam apreender pela observa\u00e7\u00e3o ocular. Olhamos para essa massa compacta de edifica\u00e7\u00f5es e n\u00e3o conseguimos discernir a colina, o vale ou mesmo o c\u00f3rrego por ela encobertos. Tampouco somos capazes de intuir, ao andar pelas ruas, por onde passam as avenidas e as linhas de trem que articulam os pontos mais distantes da cidade.<\/p>\n<p>Todas as tentativas de retratar a cidade atrav\u00e9s da experi\u00eancia da rua _ a deriva benjaminiana, os planos afetivos dos situacionistas ou a <em>street photography<\/em> _ implicavam a expectativa de uma renova\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o. Mas, no universo totalmente constru\u00eddo e elaborado do capitalismo tardio, n\u00e3o h\u00e1 lugar para essa renova\u00e7\u00e3o <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Se na cidade tradicional a experi\u00eancia limitada e imediata dos indiv\u00edduos era ainda capaz de sustentar uma apreens\u00e3o abrangente de sua forma e din\u00e2micas sociais, hoje isso n\u00e3o ocorre mais.<\/p>\n<p>A legibilidade da paisagem das cidades era relacionada \u00e0 imaginabilidade, \u00e0 capacidade de evocar uma imagem forte no observador. Pressupunha refer\u00eancias visuais, um dom\u00ednio sensorial do espa\u00e7o, atrav\u00e9s da experi\u00eancia e da observa\u00e7\u00e3o ocular. Mas a configura\u00e7\u00e3o atual impede o mapeamento mental das paisagens urbanas. As cidades n\u00e3o permitem mais que as pessoas tenham, em sua imagina\u00e7\u00e3o, uma localiza\u00e7\u00e3o, correta e cont\u00ednua com rela\u00e7\u00e3o ao resto do tecido urbano. A experi\u00eancia fenomenol\u00f3gica do sujeito individual n\u00e3o coincide mais com o lugar onde ela se d\u00e1. Essas coordenadas estruturais n\u00e3o s\u00e3o mais acess\u00edveis \u00e0 experi\u00eancia imediata do vivido e, em geral, nem conceituadas pelas pessoas. D\u00e1-se um colapso da experi\u00eancia, pressuposto de todo empreendimento de retratar a cidade.<\/p>\n<div id=\"attachment_8500\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8500\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8500 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila-674x450.jpg\" alt=\"MR_070515 001\" width=\"674\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila-674x450.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila-90x60.jpg 90w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/S\u00e3o-Paulo-Fura-Fila.jpg 1181w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8500\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Mauro Restiffe<\/p><\/div>\n<p>O espa\u00e7o urbano perdeu situabilidade _ uma inscri\u00e7\u00e3o precisa em dimens\u00f5es geogr\u00e1ficas, acess\u00edveis \u00e0 experi\u00eancia individual. Instaura-se um problema de incomensurabilidade entre o constru\u00eddo e o projeto, o edificado e o entorno, os diferentes espa\u00e7os da cidade. Torna-se imposs\u00edvel representar. O espa\u00e7o hoje \u00e9 sobrecarregado por dimens\u00f5es mais abstratas, que a imagem fotogr\u00e1fica, por mais abrangente que seja, n\u00e3o d\u00e1 conta.<\/p>\n<p>Os reordenamentos intensivos da paisagem colocam novos problemas de percep\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o. Aqui, simplesmente observar n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o. Estamos defrontados com um espa\u00e7o n\u00e3o-visual. O engajamento com as grandes escalas leva \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o da paisagem imediata por uma nova paisagem: abstrata, dotada de escalas de tempo\u2013espa\u00e7o que escapam \u00e0 experi\u00eancia individual. Introduz a id\u00e9ia de uma \u2018vis\u00e3o\u2019 que abrange o que nenhum ponto de vista pode abarcar. Vemos cada vez mais imagens de paisagens que n\u00e3o podem ser apreendidas diretamente pelo olho. Um modo de percep\u00e7\u00e3o n\u00e3o-ocular.<\/p>\n<p>Ocorre uma dispers\u00e3o do ponto de vista, n\u00e3o mais centralizado no indiv\u00edduo, paradigma da perspectiva, instrumento da homogeniza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. O resultado \u00e9 a multiplica\u00e7\u00e3o dos pontos de vista. A cidade surge como um caleidosc\u00f3pio, uma conjun\u00e7\u00e3o de modos de ver, em que n\u00e3o existe mais um referencial dominante. N\u00e3o existe mais uma maneira institu\u00edda de ver a cidade, prescrita pela pintura e pela fotografia. Nesse novo contexto da produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de imagens, qual o significado da fotografia? Qual \u00e9 o papel, hoje, do fot\u00f3grafo?<\/p>\n<div id=\"attachment_8501\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8501\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8501 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18-674x453.jpg\" alt=\"\u00a9 Mauro Restiffe\" width=\"674\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18-674x453.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18-360x242.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18-768x516.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18-90x60.jpg 90w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Jd.-Pantanal-18.jpg 1181w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8501\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Mauro Restiffe<\/p><\/div>\n<p>Como, ent\u00e3o, abordar fotograficamente S\u00e3o Paulo? O trabalho proposto aos tr\u00eas fot\u00f3grafos _ Arnaldo Pappalardo, Mauro Restiffe e Pio Figueiroa _ foi apreender a cidade desde suas ruas e ve\u00edculos. Imersos nas situa\u00e7\u00f5es que experimentam cotidianamente seus habitantes. Sem recorrer a nenhum ponto de vista privilegiado, nenhum recurso t\u00e9cnico que permita uma vis\u00e3o abrangente, de longe. Em vez de fotos a\u00e9reas, um olhar da superf\u00edcie, do plano da vida urbana, em confronto com a massa constru\u00edda. Travar um corpo a corpo com a metr\u00f3pole, de dentro dela.<\/p>\n<p>A fotografia que se engaja num embate com a mat\u00e9ria, como uma opera\u00e7\u00e3o f\u00edsica sobre os elementos, aproxima-se da gravura. Aqui o olhar fotogr\u00e1fico tem o \u00edmpeto do gesto que vai cortar a superf\u00edcie, conquistar o relevo. A vista voltada para a linha do horizonte, mas os p\u00e9s lastreados no ch\u00e3o. O fot\u00f3grafo atua sobre um mundo s\u00f3lido e resistente. Ele parece empunhar um buril <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo encontra-se inapelavelmente mergulhado na cidade, de modo que olhar \u00e9 tamb\u00e9m andar, visualizar \u00e9 tatear por entre muros. Como se o ato de ver acabe sempre pela experimenta\u00e7\u00e3o t\u00e1til de um objeto erguido diante dele e que ele precise contornar. H\u00e1 um encavalamento entre o vis\u00edvel e o tang\u00edvel. Esse campo denso entre aquele que v\u00ea e a coisa que \u00e9 vista \u00e9 constitutivo de sua visibilidade. O olhar apalpa as coisas: estamos no meio do mundo. O tecido do mundo \u00e9 cerrado como uma vegeta\u00e7\u00e3o espessa. Enlace de cor, volume, rugosidade ou lisura, dureza ou moleza. La\u00e7o que nos ata a tudo ao redor: a vis\u00e3o se faz do meio das coisas.<\/p>\n<div id=\"attachment_8502\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9670_90x135.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8502\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8502 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9670_90x135-674x449.jpg\" alt=\"_X9A9670_90x135\" width=\"674\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9670_90x135-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9670_90x135-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9670_90x135-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9670_90x135-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8502\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Pio Figueiroa<\/p><\/div>\n<p>Ver ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ver a partir de um ponto de vista, mas de todos. Olhar um objeto \u00e9 mergulhar nele. Os objetos circundantes tornam-se horizonte, a vis\u00e3o \u00e9 um ato dos dois lados. Ver um objeto \u00e9 ir habit\u00e1-lo e dali observar todas as coisas. Mas como tamb\u00e9m nelas estou virtualmente situado, tomo de diferentes \u00e2ngulos o objeto de minha observa\u00e7\u00e3o. A vis\u00e3o \u00e9 localizada, uma rela\u00e7\u00e3o entre objetos situados no mundo <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_8503\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9399b_90x135.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8503\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8503 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9399b_90x135-674x449.jpg\" alt=\"\u00a9 Pio Figueiroa\" width=\"674\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9399b_90x135-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9399b_90x135-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9399b_90x135-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/X9A9399b_90x135-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8503\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Pio Figueiroa<\/p><\/div>\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o se define assim: estar no meio, como o mato que cresce entre as pedras. Mover-se entre as coisas e instaurar uma conex\u00e3o entre um ponto qualquer e outro ponto qualquer. Sem come\u00e7o nem fim, mas entre. Uma zona de indiscernibilidade, em que se apagam todos os limites, todas as fronteiras. O meio \u00e9 o lugar onde as coisas adquirem velocidade <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Ver do meio. O fot\u00f3grafo segue a cidade.<\/p>\n<div id=\"attachment_8504\" style=\"width: 577px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/0AP1568FINAL2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8504\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8504 size-full\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/0AP1568FINAL2.jpg\" alt=\"_0AP1568FINAL2\" width=\"567\" height=\"850\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/0AP1568FINAL2.jpg 567w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/0AP1568FINAL2-334x500.jpg 334w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8504\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Arnaldo Pappalardo<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>VER DO MEIO &#8211; como o mato que cresce entre as pedras<\/p>\n<p>Instituto Tomie Ohtake<\/p>\n<p>Curadoria: Nelson Brissac Peixoto<\/p>\n<p>Fot\u00f3grafos: Arnaldo Pappalardo, Mauro Restiffe e Pio Figueiroa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Jameson, F., <em>Postmodernism, or The Cultural Logic of Late Capitalism<\/em>, Duke UP, NY, 1991.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Bachelard, G., \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica da paisagem\u201d, em <em>O direito de sonhar<\/em>, Bertrand Brasil, RJ, 1991.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Merleau-Ponty, M., <em>Ph\u00e9nom\u00e9nologie de la perception<\/em>, Gallimard, Paris, 1980.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Deleuze, G. \/ Guattari, F., <em>Mille Plateaux<\/em>, Minuit, Paris, 1980.<\/p>\n<div id=\"attachment_8507\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8507\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8507 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL-674x450.jpg\" alt=\"_DSC5069FINAL\" width=\"674\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL-674x450.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL-90x60.jpg 90w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/DSC5069FINAL.jpg 850w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8507\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Arnaldo Pappalardo<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo\u00a0dia 27 de maio, entra em cartaz a exposi\u00e7\u00e3o Ver do Meio, um trabalho de Nelson Brissac, que provocou tr\u00eas fot\u00f3grafos a apreender uma cidade que \u201cn\u00e3o se dar a ver\u201d. 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