{"id":8411,"date":"2015-04-27T10:00:41","date_gmt":"2015-04-27T10:00:41","guid":{"rendered":"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/?p=8411"},"modified":"2016-05-28T13:16:27","modified_gmt":"2016-05-28T13:16:27","slug":"shining-a-historia-que-se-inscreve-nas-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/shining-a-historia-que-se-inscreve-nas-coisas\/","title":{"rendered":"Shining: a hist\u00f3ria que se inscreve nas coisas*"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_8415\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/kessedjian.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8415\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-8415\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/kessedjian-360x480.jpg\" alt=\"Edu Marin, Shining, 2012\" width=\"360\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/kessedjian-360x480.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/kessedjian.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8415\" class=\"wp-caption-text\">Edu Marin, Shining, 2012<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 a hist\u00f3ria que constru\u00edmos e h\u00e1 a hist\u00f3ria que se inscreve nas coisas. Suas temporalidades s\u00e3o distintas: a primeira tem a ansiedade de agenciar a mem\u00f3ria das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, a segunda se produz independentemente de haver quem a interprete. Uma se afirma pela grandiloqu\u00eancia dos monumentos, a outra se faz simplesmente dispon\u00edvel no sil\u00eancio das ru\u00ednas. Uma \u00e9 a que gostar\u00edamos de deixar como heran\u00e7a, a outra n\u00e3o se permite possuir, porque trata exatamente de desapropria\u00e7\u00f5es. Uma fala de conquistas, a outra fala invariavelmente de perdas.<\/p>\n<p>Um tanto da hist\u00f3ria que vemos em <em>Shining<\/em> foi inscrita pela presen\u00e7a humana. S\u00e3o tra\u00e7os ainda vis\u00edveis das formas de <em>frui\u00e7\u00e3o<\/em> desse lugar: a <em>contempla\u00e7\u00e3o<\/em> da paisagem e o <em>gozo<\/em> do lazer. Outro tanto se manifesta pelos movimentos discretos com que a natureza retoma para si aquele territ\u00f3rio. \u00c9 uma hist\u00f3ria que prossegue \u00e0 revelia dos homens e que fala exatamente de sua aus\u00eancia.<\/p>\n<div id=\"attachment_8418\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_bb05b56cd01de91cd9f180fcd6b9b861.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8418\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-8418\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_bb05b56cd01de91cd9f180fcd6b9b861.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-674x505.jpg\" alt=\"Edu Marin, Shining, 2012\" width=\"674\" height=\"505\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_bb05b56cd01de91cd9f180fcd6b9b861.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-674x505.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_bb05b56cd01de91cd9f180fcd6b9b861.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_bb05b56cd01de91cd9f180fcd6b9b861.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_bb05b56cd01de91cd9f180fcd6b9b861.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0.jpg 829w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8418\" class=\"wp-caption-text\">Edu Marin, Shining, 2012<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_8414\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Youthphotos-Edu-Kessedjian-shining-04.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8414\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-8414\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Youthphotos-Edu-Kessedjian-shining-04-674x505.jpg\" alt=\"Edu Marin, Shining, 2012\" width=\"674\" height=\"505\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Youthphotos-Edu-Kessedjian-shining-04-674x505.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Youthphotos-Edu-Kessedjian-shining-04-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Youthphotos-Edu-Kessedjian-shining-04-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Youthphotos-Edu-Kessedjian-shining-04.jpg 869w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8414\" class=\"wp-caption-text\">Edu Marin, Shining, 2012<\/p><\/div>\n<p>Tentamos em v\u00e3o converter esse lugar em cen\u00e1rio, completar os ind\u00edcios dos acontecimentos e construir com eles um roteiro que mantenha o ser humano no centro da trama. Mesmo que todos os personagens tenham se retirado, eles ainda n\u00e3o levaram consigo seus fantasmas. A chuva e o rio se encarregam de manter cheia a piscina, enquanto o vento que agita sua \u00e1gua parece apenas prolongar as ondas deixadas pelo \u00faltimo mergulho. Mas \u00e9 dif\u00edcil medir o tempo que j\u00e1 dura esse vazio. O que vemos nas imagens n\u00e3o \u00e9 um instante, no sentido cl\u00e1ssico da fotografia, \u00e9 a persist\u00eancia desse momento de desfecho que soa t\u00e3o recente quanto definitivo. O ser humano est\u00e1 l\u00e1, mas toda voz que tentar arrancar dali a sua hist\u00f3ria ser\u00e1 abafada pelo sil\u00eancio que agora se imp\u00f5e.<\/p>\n<p>Edu Marin sempre se aproxima dos lugares que fotografa com gestos comedidos e uma performance que n\u00e3o reivindica para si grande aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o haveria outra forma de entrar verdadeiramente ali, a n\u00e3o ser participando desse sil\u00eancio. O que o artista faz \u00e9 simplesmente rodear o espa\u00e7o em torno daquela piscina, buscando nos objetos as tens\u00f5es que resistem. Nessa primeira aproxima\u00e7\u00e3o, nada muito al\u00e9m de uma topografia: marca\u00e7\u00f5es que indicam a posi\u00e7\u00e3o, o relevo e a textura das coisas que foram deixadas sobre aquele terreno.<\/p>\n<div id=\"attachment_8417\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_95e6abe8a9b54c17b9a321585cb26dc4.jpg_srb_p_811_608_75_22_0.50_1.20_0.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8417\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-8417\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_95e6abe8a9b54c17b9a321585cb26dc4.jpg_srb_p_811_608_75_22_0.50_1.20_0-674x506.jpg\" alt=\"Edu Marin, Shining, 2012\" width=\"674\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_95e6abe8a9b54c17b9a321585cb26dc4.jpg_srb_p_811_608_75_22_0.50_1.20_0-674x506.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_95e6abe8a9b54c17b9a321585cb26dc4.jpg_srb_p_811_608_75_22_0.50_1.20_0-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_95e6abe8a9b54c17b9a321585cb26dc4.jpg_srb_p_811_608_75_22_0.50_1.20_0-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_95e6abe8a9b54c17b9a321585cb26dc4.jpg_srb_p_811_608_75_22_0.50_1.20_0.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8417\" class=\"wp-caption-text\">Edu Marin, Shining, 2012<\/p><\/div>\n<p>Em princ\u00edpio, essas tens\u00f5es parecem apenas formais: geometrias simples contrastando com o desenho complexo da floresta. No mais, as interven\u00e7\u00f5es do empreendimento parecem ter sido negociadas com alguma delicadeza: uma quadra e um playground que se disfar\u00e7am de clareiras, uma piscina de pedra preenchida com \u00e1gua nativa. Assim o hotel foi sendo constru\u00eddo, como se fosse poss\u00edvel integr\u00e1-lo \u00e0 natureza sem perturb\u00e1-la, como se ele apenas oferecesse \u00e0 paisagem o conv\u00edvio e a contempla\u00e7\u00e3o que ela mesma demandava: <em>que desperd\u00edcio produzir um espet\u00e1culo sem espectadores!<\/em><\/p>\n<p>Mas a viol\u00eancia j\u00e1 estava colocada desde muito antes, no modo como a cultura s\u00f3 consegue se pensar como ant\u00edtese de uma natureza que precisa subjugar. Ao demarcar uma reserva, admite-se uma perda, ao mesmo tempo em que se dedica o que resta ao usufruto do homem: aquilo que ele precisa para se distrair ou, ao menos, para respirar. O que se quer compensar com a reserva n\u00e3o \u00e9 tanto o que foi destru\u00eddo, mas a energia que foi despendida para impor a civiliza\u00e7\u00e3o. Depois de tanto trabalho, merecemos um pouco de descanso, um pouco de ar puro.<\/p>\n<p>Algumas vezes, a natureza d\u00e1 sua resposta na forma de cat\u00e1strofes, arrasando em minutos aquilo que o homem devotava \u00e0 eternidade. Neste caso, ela reconquista seu territ\u00f3rio serenamente. Com o mato, a terra, a ferrugem, a bruma, ela apenas recoloca sua assinatura sobre as coisas que foram deixadas em seu espa\u00e7o. Ela parece at\u00e9 mesmo zelar pelos vest\u00edgios da presen\u00e7a humana. Mas h\u00e1 nesse cuidado uma ironia: a evid\u00eancia de que n\u00e3o precisamos de nenhuma for\u00e7a exterior para que nossos empreendimentos se transformem em ru\u00edna. Fazemos isso por nossa pr\u00f3pria conta.<\/p>\n<p>Nessa hist\u00f3ria que se inscreve nas coisas, somos os \u00faltimos personagens a surgir e os primeiros desaparecer. Mas resta uma ponta de otimismo: ainda h\u00e1 beleza no modo como nossa breve participa\u00e7\u00e3o \u00e9 descrita.<\/p>\n<div id=\"attachment_8419\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_e4b338f4868e6bd8a03815f9deeb06fc.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8419\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-8419\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_e4b338f4868e6bd8a03815f9deeb06fc.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-674x505.jpg\" alt=\"Edu Marin, Shining, 2012\" width=\"674\" height=\"505\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_e4b338f4868e6bd8a03815f9deeb06fc.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-674x505.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_e4b338f4868e6bd8a03815f9deeb06fc.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-360x270.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_e4b338f4868e6bd8a03815f9deeb06fc.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fab5a6_e4b338f4868e6bd8a03815f9deeb06fc.jpg_srb_p_829_622_75_22_0.50_1.20_0.jpg 829w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8419\" class=\"wp-caption-text\">Edu Marin, Shining, 2012<\/p><\/div>\n<p>_______________<\/p>\n<p>* Texto feito para a Exposi\u00e7\u00e3o Shining, de Edu Marin<\/p>\n<p><strong><em>Shining<\/em><\/strong>, de Edu Marin, ser\u00e1 mostrada ao longo de 2015 em unidades do Sesi do Estado de S\u00e3o Paulo. Est\u00e1 agora em cartaz no\u00a0Sesi Itapetininga, at\u00e9 30 de maio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 a hist\u00f3ria que constru\u00edmos e h\u00e1 a hist\u00f3ria que se inscreve nas coisas. Suas temporalidades s\u00e3o distintas: a primeira tem a ansiedade de agenciar a mem\u00f3ria das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, a segunda se produz independentemente de haver quem a interprete. Uma se afirma pela grandiloqu\u00eancia dos monumentos, a outra se faz simplesmente dispon\u00edvel no sil\u00eancio das ru\u00ednas. Uma \u00e9 a que gostar\u00edamos de deixar como heran\u00e7a, a outra n\u00e3o se permite possuir, porque trata exatamente de desapropria\u00e7\u00f5es. Uma fala de conquistas, a outra fala invariavelmente de perdas. Um tanto da hist\u00f3ria que vemos em Shining foi inscrita pela presen\u00e7a humana. 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