{"id":8260,"date":"2015-02-03T04:05:41","date_gmt":"2015-02-03T04:05:41","guid":{"rendered":"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/?p=8260"},"modified":"2022-12-04T13:31:08","modified_gmt":"2022-12-04T13:31:08","slug":"desmonumentalizar-a-ditadura-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/desmonumentalizar-a-ditadura-parte-1\/","title":{"rendered":"Desmonumentalizar a ditadura [Parte 1]"},"content":{"rendered":"<p>Em 2014, o Brasil esteve \u00e0s voltas com duas efem\u00e9rides: a Copa do Mundo e o cinquenten\u00e1rio do golpe militar. A realiza\u00e7\u00e3o da primeira supunha a constru\u00e7\u00e3o ou reforma de v\u00e1rias arenas esportivas; a celebra\u00e7\u00e3o do segundo, por sua vez, a constru\u00e7\u00e3o de memoriais e monumentos em homenagem \u00e0s v\u00edtimas da ditadura. Os est\u00e1dios ficaram prontos e funcionaram bastante bem, a despeito das previs\u00f5es pessimistas e dos protestos espor\u00e1dicos contra os gastos excessivos. J\u00e1 os memoriais, museus e monumentos planejados n\u00e3o viram a luz do dia. O \u00faltimo projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), o \u201cMemorial da Liberdade\u201d, dedicado \u00e0 mem\u00f3ria de Jo\u00e3o Goulart, presidente deposto pelos militares em 1964, era um destes. Os familiares do ex-presidente pretendiam que fosse erguido e inaugurado em Bras\u00edlia em 2014, mas sua constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi sequer iniciada.<\/p>\n<div id=\"attachment_8261\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/memorial.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8261\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8261 size-full\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/memorial.jpg\" alt=\"&quot;Memorial da Liberdade Presidente Jo\u00e3o Goulart&quot;, Projeto de Oscar Niemeyer (2011)\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/memorial.jpg 620w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/memorial-360x270.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8261\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Memorial da Liberdade Presidente Jo\u00e3o Goulart&#8221;, Projeto de Oscar Niemeyer (2011)<\/p><\/div>\n<p>Todo monumento cristaliza narrativas de uma mem\u00f3ria p\u00fablica (e n\u00e3o apenas coletiva ou social). A mem\u00f3ria p\u00fablica da ditadura brasileira foi ganhando forma no processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o, nos anos 1980. No memorial proposto pelo Instituto Jo\u00e3o Goulart est\u00e3o presentes dois aspectos estruturantes dessa narrativa. Um deles percebe o golpe militar como uma <strong>interrup\u00e7\u00e3o <\/strong>no percurso da na\u00e7\u00e3o<strong>. <\/strong>Assim<strong>, <\/strong>encerrada a ditadura, o Brasil reencontraria seu caminho democr\u00e1tico (e, eventualmente, &#8220;popular&#8221;). Era de se esperar que um arquiteto com t\u00e3o longa trajet\u00f3ria \u2013 marcada pela constru\u00e7\u00e3o dos pal\u00e1cios governamentais da nova capital em Bras\u00edlia \u2013, fosse capaz de expressar com clareza e intensidade essa vis\u00e3o do golpe. No projeto, uma c\u00fapula branca \u00e9 trespassada por um tri\u00e2ngulo vermelho em que se pode ler, em algarismos negros, \u201c1964\u201d. A homologia entre a c\u00fapula do memorial, mortalmente ferida, e a hemisfera azul estrelada, por meio qual a Rep\u00fablica brasileira \u00e9 representada na bandeira nacional, dramatiza ainda mais a sensa\u00e7\u00e3o de ruptura.<\/p>\n<p>Haveria ainda muito a comentar a respeito deste \u201cmonumento\u201d \u2013 como, por exemplo, a semelhan\u00e7a entre seu partido e a famosa litografia revolucion\u00e1ria de El Lissitzky &#8220;Golpeai os brancos com a cunha vermelha&#8221; (1919) \u2013, mas gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o para um elemento marginal da maquete eletr\u00f4nica (da qual esta imagem \u00e9 um frame). Consideremos, por um momento, que n\u00e3o se trata de uma maquete, mas de um instant\u00e2neo fotogr\u00e1fico. Em vez de contempl\u00e1-la, olhemos de relance. As figuras humanas est\u00e3o ali, como de praxe, para ilustrar a escala e a perspectiva do projeto. Mas a \u201cseta vermelha\u201d, assim designada pelo arquiteto, al\u00e9m de trespassar a c\u00fapula, tamb\u00e9m destaca duas dessas figuras: dois homens, um de terno, outro em mangas de camisa, que se aproximam e estendem a m\u00e3o. Essa cena, flagrada por nosso instant\u00e2neo, n\u00e3o cumpre qualquer objetivo na maquete. \u00c9 um gesto disfuncional, um <em>sintoma<\/em> (ou <em>punctum<\/em>, como poderia t\u00ea-lo chamado Barthes). Opondo-se \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o, mas assinalada por ela, o cumprimento entre os homens introduz \u2013 inconscientemente, creio \u2013 o segundo aspecto estruturante da mem\u00f3ria p\u00fablica da ditadura: as condi\u00e7\u00f5es dessa rememora\u00e7\u00e3o teriam sido &#8220;pactuadas&#8221; no contexto de uma longu\u00edssima redemocratiza\u00e7\u00e3o, inicialmente chamada de &#8220;abertura&#8221; \u2013 um per\u00edodo que se estendeu de 1974 a 1985 e que teve como um de seus marcos fundamentais a Lei da Anistia, de 1979. Estes dois tra\u00e7os de nossa mem\u00f3ria da ditadura (a interrup\u00e7\u00e3o e a pactua\u00e7\u00e3o, o instant\u00e2neo e a dura\u00e7\u00e3o) s\u00e3o experi\u00eancias temporais que refor\u00e7am-se antes de contrapor-se (ou refor\u00e7am-se ao contrapor-se). Passadas v\u00e1rias d\u00e9cadas, a necessidade de testemunhar sua interdepend\u00eancia est\u00e1 t\u00e3o viva na mente de um arquiteto centen\u00e1rio e sua equipe como se tivessem acabado de acontecer.<\/p>\n<div id=\"attachment_8263\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/red-wedge-type-that-screams.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8263\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8263 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/red-wedge-type-that-screams-674x536.jpg\" alt=\"El Lissetzky. \u201cGolpeai os brancos com a cunha vermelha\u201d ( 1919)\" width=\"674\" height=\"536\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/red-wedge-type-that-screams-674x536.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/red-wedge-type-that-screams-360x286.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/red-wedge-type-that-screams-768x611.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/red-wedge-type-that-screams.jpg 1840w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8263\" class=\"wp-caption-text\">El Lissetzky. \u201cGolpeai os brancos com a cunha vermelha\u201d ( 1919)<\/p><\/div>\n<p>Uma vez estabelecido que a ditadura havia sido este interl\u00fadio tr\u00e1gico na trajet\u00f3ria do Brasil e dos brasileiros, n\u00e3o surpreende que os primeiros eventos que marcaram o imagin\u00e1rio pol\u00edtico do per\u00edodo subsequente o fizessem sob o signo do retorno e, de alguma maneira, da reconcilia\u00e7\u00e3o com um passado anterior ao golpe. A volta dos exilados, a liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos e retorno ao poder de pol\u00edticos cassados, como Leonel Brizola e Miguel Arraes \u2013 notoriamente odiados pelos militares \u2013, corroboravam a sensa\u00e7\u00e3o de que a hist\u00f3ria voltava aos trilhos.<\/p>\n<p>Nos anos que seguiram \u00e0 redemocratiza\u00e7\u00e3o, a ditadura foi imaginariamente colocada entre par\u00eanteses. Olhar para o futuro era a t\u00f4nica dominante de todos os atores durante as d\u00e9cadas de 1980 e in\u00edcio dos 1990: na economia, tratava-se de vencer o \u201cdrag\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o\u201d; na vida civil, a prioridade era assegurar os novos direitos que haviam sido estabelecidos pela constitui\u00e7\u00e3o de 1988; e finalmente, no campo pol\u00edtico-partid\u00e1rio, apostava-se a perspectiva de eleger governos de esquerda.<\/p>\n<p>Enquanto no contexto do movimento pela anistia, presos pol\u00edticos e exilados eram os personagens mais frequentemente convocados para representar as v\u00edtimas da ditadura que era urgente redimir, ap\u00f3s 1985, a figura emblem\u00e1tica da v\u00edtima ser\u00e1, cada vez mais, o \u201ctorturado\u201d \u2013 em larga medida, em virtude da cria\u00e7\u00e3o do grupo Tortura Nunca Mais, organiza\u00e7\u00e3o civil fundada por ex-presos pol\u00edticos e familiares de mortos e desaparecidos. Antes de completar um ano exist\u00eancia, em 1986, a organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 encomendava ao mesmo Oscar Niemeyer um monumento. Desde sua primeira vers\u00e3o, o tema do trespassamento, retomado posteriormente no Memorial a Jo\u00e3o Goulart, estava presente. Mas aqui a viol\u00eancia n\u00e3o se volta contra a Rep\u00fablica, mas contra um indiv\u00edduo. A escultura p\u00fablica, que o pr\u00f3prio arquiteto denominou \u201carco da maldade\u201d, jamais foi constru\u00eddo, mas perpetuou-se como s\u00edmbolo oficial do grupo.<\/p>\n<div id=\"attachment_8264\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/PRO205-CRO-040.01-001-P.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8264\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8264 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/PRO205-CRO-040.01-001-P-674x381.jpg\" alt=\"\u2018Arco da Maldade\u2019. Monumento criado por Oscar Niemeyer para o Grupo Tortura Nunca Mais (1986)\" width=\"674\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/PRO205-CRO-040.01-001-P-674x381.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/PRO205-CRO-040.01-001-P-360x204.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/PRO205-CRO-040.01-001-P-768x434.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/PRO205-CRO-040.01-001-P.jpg 1102w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8264\" class=\"wp-caption-text\">\u2018Arco da Maldade\u2019. Monumento criado por Oscar Niemeyer para o Grupo Tortura Nunca Mais (1986)<\/p><\/div>\n<p>A despeito da assinatura c\u00e9lebre e da for\u00e7a dram\u00e1tica do projeto, a organiza\u00e7\u00e3o nunca conseguiu reunir recursos suficientes para sua constru\u00e7\u00e3o. As restri\u00e7\u00f5es talvez n\u00e3o tenham sido apenas financeiras, nesse caso. O projeto inicial, para o Rio de Janeiro, previa um arco de 25 metros e uma vers\u00e3o posterior, cuja pedra fundamental foi lan\u00e7ada em Minas Gerais em 1995, mediria 60 metros de extens\u00e3o. Quanto mais o arco se estendia (de fato, uma \u201clan\u00e7a\u201d que, segundo o pr\u00f3prio Niemeyer, representaria os longos anos da ditadura), mais o pr\u00f3prio poder do Estado e a for\u00e7a de seus instrumentos de viol\u00eancia monumetalizavam-se, em detrimento de suas v\u00edtimas, cada vez mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>O &#8220;Arco da Maldade\u201d passou 26 anos \u00e0 espera de uma oportunidade para deixar de ser apenas um projeto. Em fins de 2012, essa oportunidade surgiu \u2013 e de forma surpreendente, quase surrealista. A marca internacional de t\u00eanis Converse, da All Star, lan\u00e7ou no Brasil uma linha de cal\u00e7ados inspirada na obra de Niemeyer ap\u00f3s a morte do arquiteto. Um destes modelos, o\u00a0<strong><em>Chuck Taylor All Star Chukka Boot<\/em><\/strong><strong>, <\/strong> segundo o release oficial do fabricante, foi \u201cconstru\u00eddo\u201d em camur\u00e7a natural e \u201cinspirado no monumento Tortura Nunca Mais\u201d (no interior, o forro em couro trazia uma ilustra\u00e7\u00e3o do arquiteto em solidariedade aos camponeses do Movimento dos Sem-terra).<\/p>\n<div id=\"attachment_8265\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/oscarconverse003.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-8265\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8265 size-medium\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/oscarconverse003-360x196.jpg\" alt=\"Chuck Taylor All Star Chukka Boot, da Converse (2012). Inspirado, segundo o fabricante, nas linhas curvas do Monumento Tortura Nunca Mais\" width=\"360\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/oscarconverse003-360x196.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/oscarconverse003-768x418.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/oscarconverse003-674x367.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/oscarconverse003.jpg 818w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8265\" class=\"wp-caption-text\">Chuck Taylor All Star Chukka Boot, da Converse (2012). Inspirado, segundo o fabricante, nas linhas curvas do Monumento Tortura Nunca Mais<\/p><\/div>\n<p>Como foi poss\u00edvel que o mais eloquente monumento acerca da ditadura brasileira tenha se transformado, 25 anos depois, em um sapato esportivo? Como explicar a convers\u00e3o da promessa de que nunca mais haveria tortura na certeza de um caminhar mais confort\u00e1vel? Como n\u00e3o espantar-se que o sangue escorrido das v\u00edtimas tenha coagulado na forma de um cadar\u00e7o que pende elegante? N\u00e3o chega a nos surpreender que o mercado e a cultura do consumo mostrem-se hoje mais fortes que o bra\u00e7o do estado, sendo capazes de apropriar-se at\u00e9 das formas de representa\u00e7\u00e3o mais violentas para travestir de arte o fetiche da mercadoria. Mas aqui, como em todo fetiche, h\u00e1 tamb\u00e9m um gesto de radical deslocamento. Um gesto que n\u00e3o poderia ter outra origem sen\u00e3o a denega\u00e7\u00e3o fundamental que pavimentou a transi\u00e7\u00e3o brasileira, na dupla forma da interrup\u00e7\u00e3o e da pactua\u00e7\u00e3o que tanto se op\u00f5em como se complementam.<\/p>\n<p>Nada melhor que um par de t\u00eanis para tornar expl\u00edcita essa dualidade. Enquanto um p\u00e9 avan\u00e7a e prop\u00f5e:<\/p>\n<p>\u2013 Eu sei que <strong>houve<\/strong> tortura no Brasil, mas <strong>\u00e9<\/strong> importante seguir em frente.<\/p>\n<p>O outro, j\u00e1 engajado no pr\u00f3ximo passo, recapitula:<\/p>\n<p>\u2013 Eu sei que ainda <strong>h\u00e1<\/strong> tortura no Brasil, mas <strong>foi <\/strong>importante seguir em frente.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><em>Enquanto esperam pela continua\u00e7\u00e3o deste post, leiam e, caso concordem, <a href=\"http:\/\/www.avaaz.org\/po\/petition\/Governador_Camillo_Santana_camilossantanagmailcom_Nos_pedimos_que_o_Mausoleu_Castelo_Branco_mude_para_homenagear_as_viti\/?cNVEMib\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">subscrevam o abaixo assinado para dar novo destino ao Memorial Castelo Branco, em Fortaleza<\/a><\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2014, o Brasil esteve \u00e0s voltas com duas efem\u00e9rides: a Copa do Mundo e o cinquenten\u00e1rio do golpe militar. 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