{"id":4874,"date":"2013-04-08T03:46:18","date_gmt":"2013-04-08T03:46:18","guid":{"rendered":"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/?p=4874"},"modified":"2016-05-28T13:20:15","modified_gmt":"2016-05-28T13:20:15","slug":"a-crueldade-que-reivindica-o-fantasma-da-fotografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/a-crueldade-que-reivindica-o-fantasma-da-fotografia\/","title":{"rendered":"A crueldade que reivindica o fantasma da fotografia*"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4875\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio011.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4875\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4875\" alt=\"Cia de Foto, Pref\u00e1cio, 2013\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio01-620x207.jpg\" width=\"620\" height=\"207\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4875\" class=\"wp-caption-text\">Cia de Foto, <em>Pref\u00e1cio<\/em>, 2012<\/p><\/div>\n<p>Da s\u00e9rie de fatos inexplic\u00e1veis que s\u00e3o o universo ou o tempo acrescentaria a fotografia. Uma esp\u00e9cie gabinete m\u00e1gico, a espera de que algo aconte\u00e7a para, enfim, revelar-se.<\/p>\n<p>Sua sobreviv\u00eancia hist\u00f3rica \u00e9 ainda mais enigm\u00e1tica. Hoje? Entre tantas tecnologias inovadoras, entre tantos hibridismos imag\u00e9ticos: como poderia a fotografia n\u00e3o ter sido totalmente tragada pelas fam\u00edlias de imagens que n\u00e3o cessam de se multiplicar e fundir-se?<\/p>\n<p>Sua persist\u00eancia \u00e9, provavelmente, acontecimento que ningu\u00e9m poderia pressentir. A despeito dos progn\u00f3sticos mais acurados de te\u00f3ricos e pensadores da mais alta qualidade, que avistavam apenas seu decl\u00ednio hist\u00f3rico e seu desuso pr\u00e1tico; a despeito da diminui\u00e7\u00e3o de sua efic\u00e1cia e de seu poder: a fotografia hoje salga.<\/p>\n<p>Salga, porque, como a carne, se sacrifica por outra. Mas salga tamb\u00e9m porque nesse sacrif\u00edcio parece conservar o tr\u00e2nsito da voz que, um dia, teria j\u00e1 entoado. Salga como os alimentos, que t\u00eam sua decomposi\u00e7\u00e3o ralentada \u2013 salga porque se comp\u00f5em enquanto se decomp\u00f5e. Mas como se haveria de salgar?<\/p>\n<p>Sua persist\u00eancia acontece disseminada, dissimulada, transmutada\u00ac em v\u00e1rias imagens, v\u00e1rios objetos. Uma persist\u00eancia da qual s\u00f3 conhecemos seus restos, vest\u00edgios da carne que foi convertida em \u201coutramentos\u201d, como aqueles f\u00f3sseis aqu\u00e1ticos que criam suas pr\u00f3prias sedimentologias. Sedimentada \u2013 em todos os instantes que transcorreram entre os dias em que primeiro veio a ser e os de nossa atualidade \u2013 a experi\u00eancia fotogr\u00e1fica carrega a proje\u00e7\u00e3o em retrospectiva das diferen\u00e7as e das sincronias entre aquilo em que ela se constituiu e o que j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser. Entre aquela crise temporal que a configurou e uma profunda altera\u00e7\u00e3o tanto no diagrama da temporalidade do mundo quanto da imagem. Entre um estado intensivo que efetiva o tempo de acontecimentos \u2013 aquele que a cronologia n\u00e3o consegue devorar \u2013 e as dificuldades que as fotografias contempor\u00e2neas apresentam em disponibilizar tal experi\u00eancia.<\/p>\n<div id=\"attachment_4879\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio151.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4879\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4879\" alt=\"Cia de Foto, Pref\u00e1cio, 2013\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio15-620x207.jpg\" width=\"620\" height=\"207\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4879\" class=\"wp-caption-text\">Cia de Foto, <em>Pref\u00e1cio<\/em>, 2012<\/p><\/div>\n<p>A fotografia atual se tornou o f\u00f3ssil da conviv\u00eancia de dois regimes concomitantes, duplamente relativos, posto que um s\u00f3 pode se dizer em rela\u00e7\u00e3o ao outro. Dois regimes que compartilham em segredo a tensa coexist\u00eancia entre o que podia e o que j\u00e1 n\u00e3o pode mais.<\/p>\n<p>Se a fotografia cometeu suic\u00eddio (como pensou a pesquisadora norte-americana Abigail Solomon-Godeau), \u00e9 esse fantasma que ronda por a\u00ed. Esp\u00edrito teimoso que, ao vagar pela hist\u00f3ria, ri quando adentra os lugares sem ser convidado. Ri quando se apodera das casas; dos contos dos escritores; dos gar\u00e7ons e da cigarras. Esp\u00edrito do ar que vaga principalmente na vida cotidiana. Viajando, carrega em sua bagagem o enigma de fazer o tempo abismar por uma esp\u00e9cie de voo suspenso, distens\u00e3o do tempo na contra\u00e7\u00e3o do movimento.<\/p>\n<p>\u00c9 esse enigma que ele tenta disseminar, soprando no ouvido das dezenas de milhares de pessoas que, seguram c\u00e2meras (j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o estritamente fotogr\u00e1ficas) e ainda exclamam:<\/p>\n<p>Fo&#8230;. to&#8230; gra&#8230;..fi&#8230;.a&#8230;.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando percebemos a profunda ader\u00eancia entre a vida comum contempor\u00e2nea e a imagem, ele novamente sopra: Fo&#8230;. to&#8230; gra&#8230;..fi&#8230;.a&#8230;., e quando vemos que a imagem abdicou do acontecimento e preferiu a banalidade&#8230;, l\u00e1 vem ele novamente: Fo&#8230;. to&#8230; gra&#8230;..fi&#8230;.a&#8230;.<\/p>\n<div id=\"attachment_4876\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio051.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4876\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4876\" alt=\"Cia de Foto, Pref\u00e1cio, 2013\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio05-620x207.jpg\" width=\"620\" height=\"207\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4876\" class=\"wp-caption-text\">Cia de Foto, <em>Pref\u00e1cio<\/em>, 2012<\/p><\/div>\n<p>Talvez sejam anjos tamb\u00e9m, mas, sobretudo ele, esse fantasma. Talvez o que os anjos fa\u00e7am seja apenas guardar a sorte dessa alma vagante. Entendido, ent\u00e3o. \u00c9 o sussurro dele, tentando manter sob seu dom\u00ednio toda a compulsividade imag\u00e9tica que se integra ao cotidiano contempor\u00e2neo; \u00e9 seu reclame que diante da naturaliza\u00e7\u00e3o com que os dispositivos imag\u00e9ticos se imp\u00f5em hoje \u00e0 vida do homem comum ainda nos faz pronunciar, ecoando seu sopro, Fo&#8230;to&#8230;gra&#8230;fia.<\/p>\n<p>O ritmo, a frequ\u00eancia, a quantidade e o destino das imagens atuais e todo esse deslocamento das representa\u00e7\u00f5es&#8230; e o fantasma insiste: fo&#8230;to&#8230;gra&#8230;fia. Quando a imagem assume o car\u00e1ter monumental no mundo contempor\u00e2neo, ele ainda repete: fo&#8230;to&#8230;gra&#8230;fia.<\/p>\n<p>Sopra principalmente ao ouvido dos passantes da vida ordin\u00e1ria \u2013 que, desatentos, s\u00f3 repetem o an\u00fancio. O Esp\u00edrito ri (decerto). Ri principalmente quando faz os mais atentos sentirem sua presen\u00e7a no momento exato em que j\u00e1 se vai. Sua gargalhada ecoa no espa\u00e7o, e, enquanto repetimos sua senten\u00e7a, nossa voz j\u00e1 n\u00e3o faz mais sentido para n\u00f3s.<\/p>\n<div id=\"attachment_4878\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio141.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4878\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4878\" alt=\"Cia de Foto, Pref\u00e1cio, 2013\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio14-620x207.jpg\" width=\"620\" height=\"207\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4878\" class=\"wp-caption-text\">Cia de Foto, <em>Pref\u00e1cio<\/em>, 2012<\/p><\/div>\n<p>Fotografia???<br \/>\nEle ri e sai porque sabe que est\u00e1 sempre amea\u00e7ado, pass\u00edvel de desaparecimento. O eco do seu riso \u00e9, ent\u00e3o, a conviv\u00eancia paradoxal de dois regimes de visibilidade.<\/p>\n<p>O fantasma nos faz indagar se estar\u00edamos livres de seus ecos se, como aconteceram com outros sujeitos, as imagens fotogr\u00e1ficas de todos os nomes perdidos tivessem pouco a pouco desaparecido, sem deixar rastros ou vest\u00edgios. Talvez o fantasma nem saiba que, no fundo, a hist\u00f3ria concedeu-lhe o privil\u00e9gio do abandono: esquecido nos arquivos, nos \u00e1lbuns, nas casas, nos olhares. Escapando por vezes da lei compuls\u00f3ria da mudan\u00e7a, ficou por a\u00ed, se movendo entre as imagens, rindo de n\u00f3s, fazendo com que sua presen\u00e7a seja sentida toda vez a que nos deparamos com uma vertigem temporal concentrada, com a for\u00e7a abismal que a dura\u00e7\u00e3o, liberta do movimento, dispara.<\/p>\n<p>Tr\u00e1gico que ele ainda exista: toda vez que sopra pelo ar o vulto fo&#8230;to&#8230;gra&#8230;fia e consegue fazer disparar estados fotogr\u00e1ficos (que j\u00e1 n\u00e3o dependem sequer da exist\u00eancia de uma \u00fanica fotografia) nos exige lidar com o precip\u00edcio de um tempo intensivo. Sem que de fato habite plenamente no presente, nos obriga a lembrar a fragilidade de nossa exist\u00eancia e o nosso limite em pens\u00e1-la. Nos coloca em perigo porque testemunha que os caminhos do labirinto da fotografia e do tempo s\u00e3o como caminhos no mar, fugitivos da m\u00e9trica.<\/p>\n<p>Pois essa \u00e9 a crise que o fantasma, nos atingindo com estados fotogr\u00e1ficos, disponibiliza. Nos retira do fluxo habitual e nos faz ingressar numa dura\u00e7\u00e3o sem medidas espaciais. Se enfrentamos a imagem petrificada de nossa eternidade, tamb\u00e9m a lucidez nos ocupa e, num instalo, percebemos que essa \u00e9 desde j\u00e1 a imagem do esquecimento que seremos. O estado fotogr\u00e1fico requer, ent\u00e3o, que se concilie a inscri\u00e7\u00e3o dos rastros de n\u00f3s mesmos com a vastid\u00e3o do esquecimento que elas implicam. Instala-se a suspens\u00e3o: andaria o tempo apenas de ida? Caminhos entrela\u00e7ados nesse enredo fotogr\u00e1fico nos dirigem ao passado, como se and\u00e1ssemos para tr\u00e1s, simultaneamente, a que nos aproximam do fim. Como se entr\u00e1ssemos no fim pelo caminho de tr\u00e1s, como se as pontas do tempo se tocassem atrav\u00e9s de um pequeno buraco de agulha. Desse orif\u00edcio, nos encontramos com a imagem imposs\u00edvel do instante e, simultaneamente, com a materialidade da experi\u00eancia de momentos de sobressaltos, com a pot\u00eancia da singularidade temporal.<\/p>\n<div id=\"attachment_4877\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio071.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4877\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4877\" alt=\"Cia de Foto, Pref\u00e1cio, 2013\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/prefacio07-620x207.jpg\" width=\"620\" height=\"207\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4877\" class=\"wp-caption-text\">Cia de Foto, <em>Pref\u00e1cio<\/em>, 2012<\/p><\/div>\n<p>Nesse abismo que j\u00e1 n\u00e3o se pode medir com o deslocamento dos ponteiros do rel\u00f3gio, emerge a crueldade que reivindica o fantasma da fotografia: o enigma de um tempo sem movimento.<\/p>\n<p>Pois me parece que a perversidade desse vulto, senhor de estados fotogr\u00e1ficos, est\u00e1 em instalar dobras temporais infinitas sem que nada necessariamente se mova. Dobras entre ci\u00eancia e magia; poesia e pensamento; tristeza e alegria; entre os tempos passados, presentes e futuros; entre perda e vida; destrui\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o; escrita e seus sucessivos apagamentos. O fantasma, assim, nos coloca diante de um labirinto de dobras, num conjunto de percursos intrincados que, desorientados, tentamos percorrer sem que de fato algo se desloque. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a hist\u00f3ria e sua decorr\u00eancia cronol\u00f3gica que nos separa do que encontramos na imagem. J\u00e1 n\u00e3o se pode seguir linearmente a hist\u00f3ria para distinguir a minha da presen\u00e7a do passado; j\u00e1 n\u00e3o transitamos na extens\u00e3o. Desenrolamos virtualmente os fios de novelos contorcidos e bifurcantes em um territ\u00f3rio sem cent\u00edmetros, que flui verticalmente, fora das r\u00e9guas.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia fotogr\u00e1fica no mundo contempor\u00e2neo \u00e9 tr\u00e1gica porque n\u00e3o nos permite esquecer; tr\u00e1gica, porque nos coloca diante do destino das imagens e do nosso destino. Por que vagaria ainda a voz do fantasma? Viva e, simultaneamente, morta; pot\u00eancia sem corpo, a fantasmagoria do estado fotogr\u00e1fico nos faz pesar o fato de ainda sermos tomados por estados fotogr\u00e1ficos quando j\u00e1 n\u00e3o sabemos se podemos suportar sua experi\u00eancia: quando j\u00e1 n\u00e3o podemos esperar nem hesitar para clicar; quando j\u00e1 n\u00e3o desejamos lidar com a aus\u00eancia do movimento; quando o instante j\u00e1 n\u00e3o parece pretender interromper o fluxo; nem crivar o tempo com a marca do acontecimento.<\/p>\n<p>&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>* Adapta\u00e7\u00e3o do texto publicado em <em>Pref\u00e1cio<\/em>, livro de Cia de Foto com texto de Cl\u00e1udia Linhares Sanz e Ronaldo Entler, dezembro de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da s\u00e9rie de fatos inexplic\u00e1veis que s\u00e3o o universo ou o tempo acrescentaria a fotografia. Uma esp\u00e9cie gabinete m\u00e1gico, a espera de que algo aconte\u00e7a para, enfim, revelar-se. Sua sobreviv\u00eancia hist\u00f3rica \u00e9 ainda mais enigm\u00e1tica. Hoje? Entre tantas tecnologias inovadoras, entre tantos hibridismos imag\u00e9ticos: como poderia a fotografia n\u00e3o ter sido totalmente tragada pelas fam\u00edlias de imagens que n\u00e3o cessam de se multiplicar e fundir-se? Sua persist\u00eancia \u00e9, provavelmente, acontecimento que ningu\u00e9m poderia pressentir. A despeito dos progn\u00f3sticos mais acurados de te\u00f3ricos e pensadores da mais alta qualidade, que avistavam apenas seu decl\u00ednio hist\u00f3rico e seu desuso pr\u00e1tico; a despeito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[835,827,829],"tags":[400,549,642,747],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4874"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4874"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6567,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4874\/revisions\/6567"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}