{"id":4813,"date":"2013-03-25T11:34:45","date_gmt":"2013-03-25T11:34:45","guid":{"rendered":"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/?p=4813"},"modified":"2016-05-28T14:06:18","modified_gmt":"2016-05-28T14:06:18","slug":"imagens-posteriores-uma-viajante-atravessada-pelo-percurso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/imagens-posteriores-uma-viajante-atravessada-pelo-percurso\/","title":{"rendered":"Imagens Posteriores: uma viajante atravessada pelo percurso"},"content":{"rendered":"<p><i>Imagens Posteriores<\/i>, de Patricia Gouv\u00eaa, \u00e9 um livro aparentemente simples: h\u00e1 nele uma tem\u00e1tica e uma estrat\u00e9gia que se revelam rapidamente e que atravessam todas as suas p\u00e1ginas. Mesmo assim, permanece dif\u00edcil nomear aquilo que a artista fotografa, e o modo como fotografa. S\u00e3o viagens, paisagens, borr\u00f5es, elementos bem situados no repert\u00f3rio da fotografia. Ainda assim, o olhar n\u00e3o se acomoda t\u00e3o facilmente ao conjunto que encontramos.<\/p>\n<p>Convidado a discutir esse trabalho, pareceu-me necess\u00e1rio repensar os termos a que recorreria. No final das contas, o que deveria ser apenas um ajuste de vocabul\u00e1rio j\u00e1 se tornou um exerc\u00edcio de an\u00e1lise. Minha contribui\u00e7\u00e3o foi, ent\u00e3o, pensar certas interpreta\u00e7\u00f5es que essas imagens ultrapassam para localizar o lugar pr\u00f3prio desse trabalho.<\/p>\n<p>Abaixo, reproduzo a apresenta\u00e7\u00e3o feita lan\u00e7amento do livro em S\u00e3o Paulo, no dia 27 de mar\u00e7o, em debate com Patricia Gouv\u00eaa e Pio Figueiroa. <a href=\"http:\/\/ciadefoto.com.br\/blog\/2013\/03\/um-trilho-posterior\/\" target=\"_blank\">A apresenta\u00e7\u00e3o de Pio Figueiroa est\u00e1 dispon\u00edvel no blog da Cia de Foto<\/a>. <a href=\"http:\/\/www.patriciagouvea.com\/Imagens-Posteriores\" target=\"_blank\">No site da artista \u00e9 poss\u00edvel ver outras imagens, textos e alguns desdobramentos desse trabalho<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-large wp-image-4825\" alt=\"EARTH_001\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/EARTH_001-620x413.jpg\" width=\"620\" height=\"413\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-large wp-image-4822\" alt=\"7\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/7-620x418.jpg\" width=\"620\" height=\"418\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-large wp-image-4824\" alt=\"Scan011_triplo\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Scan011_triplo-620x417.jpg\" width=\"620\" height=\"417\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-large wp-image-4823\" alt=\"AIR_011\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/AIR_011-620x416.jpg\" width=\"620\" height=\"416\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_4826\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4826\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4826\" alt=\"FIRE_005\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/FIRE_005-620x421.jpg\" width=\"620\" height=\"421\" \/><p id=\"caption-attachment-4826\" class=\"wp-caption-text\">Patricia Gouv\u00eaa, <em>Imagens Posteriores<\/em>, 2012<\/p><\/div>\n<p><b>A viagem, n\u00e3o o turismo<\/b><\/p>\n<p>No turismo, o que se busca \u2013 ou se compra \u2013 n\u00e3o \u00e9 um percurso, mas um destino, ou quantos destinos couberem no per\u00edodo delimitado para as f\u00e9rias. Esse tempo deve ser \u00fatil, isto \u00e9, deve assumir a produtividade como crit\u00e9rio para de gest\u00e3o das tarefas. Possivelmente, uma maneira de minimizar a culpa pelo \u00f3cio.<\/p>\n<p>Dentro desse princ\u00edpio, o trajeto, o tempo entre o ponto de partida e o ponto de chegada deve ser recalcado, tornado inconsciente ou, se poss\u00edvel, tamb\u00e9m ocupado com atividades. Para garantir tal produtividade, deve-se evitar a surpresa: o roteiro tur\u00edstico n\u00e3o apenas antecipa os pontos de interesse, como tamb\u00e9m o significado e a sensa\u00e7\u00e3o que se obter\u00e1 em cada parada.<\/p>\n<p>Distante disso, <i>Imagens Posteriores<\/i> resgata uma no\u00e7\u00e3o de viagem que o turismo j\u00e1 n\u00e3o permite compreender. O sentido da viagem est\u00e1 no deslocamento, na constru\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia que ganha espessura com o tempo e com a dist\u00e2ncia. O que importa na viagem n\u00e3o \u00e9 a quantidade de fatos e anedotas que se acumula, mas o modo como as imagens exteriores e interiores \u2013 aquelas que s\u00e3o vistas e aquelas que s\u00e3o inventadas pela mem\u00f3ria e pelo desejo \u2013 sobrep\u00f5em-se numa \u00fanica narrativa. De um lado, essa narrativa \u00e9 formada tamb\u00e9m de sil\u00eancios, de outro, abarca um tempo que se estende para aqu\u00e9m e al\u00e9m do percurso realizado.<\/p>\n<p>A viagem permite e convida a escolhas gratuitas, desprovidas de raz\u00e3o utilit\u00e1ria e, assim, ela se define acima de tudo por uma esp\u00e9cie de po\u00e9tica: ela \u00e9 um percurso que inventa sua raz\u00e3o de ser a partir de dentro (\u201cum fazer que enquanto faz inventa o modo de fazer que est\u00e1 por feito\u201d, \u00e9 o modo como Luigi Pareyson define a arte, no livro <i>Os problemas da est\u00e9tica<\/i>, 2001).<\/p>\n<p>Na viagem, n\u00e3o \u00e9 apenas o sujeito que se move, ele \u00e9 tamb\u00e9m atravessado pelo percurso. Por isso, h\u00e1 surpresa, aventura, porque na medida em que ele avan\u00e7a, as coisas igualmente lhe adv\u00e9m.<\/p>\n<p><b>Portanto, fotografia de viagem, n\u00e3o fotografia de turismo<\/b><\/p>\n<p>Vil\u00e9m Flusser diz que \u201cas fotografias s\u00e3o realiza\u00e7\u00f5es de algumas potencialidades pr\u00e9-inscritas no aparelho\u201d e que \u201co n\u00famero de potencialidades \u00e9 grande, mas limitado\u201d (<i>Filosofia da Caixa Preta<\/i>). Devemos entender o aparelho num sentido amplo: o universo de c\u00f3digos definidos pela programa\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina, mas tamb\u00e9m pelos rituais sociais (por exemplo, a fotografia tur\u00edstica) e pelas regras de um mercado que viabiliza tais pr\u00e1ticas (por exemplo, a ind\u00fastria do turismo).<\/p>\n<p>Dizer que as imagens j\u00e1 est\u00e3o pr\u00e9-inscritas no aparelho equivale a afirmar, em nosso caso, que a fotografia tur\u00edstica j\u00e1 est\u00e1 de algum modo desenhada antes mesmo da viagem. H\u00e1 algo de tautol\u00f3gico nesse resultado, de autorreferente, pois a foto representaria sobretudo uma categoria forjada por ela pr\u00f3pria. A imagem responde menos ao lugar visitado do que a um modelo de representa\u00e7\u00e3o do turismo que tem, em tal lugar, um de seus meios de afirma\u00e7\u00e3o e de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Em geral, as fotos de um destino tur\u00edstico se constituem de imagens que j\u00e1 eram previamente conhecidas: aquelas que estavam no guia ou no folheto da ag\u00eancia. Ao confirmar esse discurso, todo turista se torna um preposto da ind\u00fastria do turismo ou, como disse Flusser, um funcion\u00e1rio do aparelho.<\/p>\n<p>Percebemos neste livro que a fotografia de viagem \u00e9, ao contr\u00e1rio, uma descoberta. N\u00e3o porque mostra necessariamente algo que nunca foi visto. Mas porque o que foi visto foi encontrado independentemente de ser buscado. A singulariza\u00e7\u00e3o da imagem se d\u00e1 pelo modo como ela absorve os desejos lapidados pelo pr\u00f3prio caminho, e como ela forma a promessa do caminho que est\u00e1 adiante. Isso quer dizer que a imagem representa n\u00e3o uma cena, um fato, um objeto, mas uma experi\u00eancia que se d\u00e1 no tempo.<\/p>\n<p>Nesse sentido, enquanto o turista vive o que est\u00e1 entre um ponto tur\u00edstico e outro apenas como um tra\u00e7ado em seu mapa, o viajante ret\u00e9m a cada momento tudo que puder do caminho percorrido e do caminho sonhado, e faz disso os estratos que comp\u00f5e sua imagem.<\/p>\n<p><b>Relato, mais do que paisagem<\/b><\/p>\n<p>A paisagem n\u00e3o \u00e9 a natureza dispon\u00edvel em si, mas os elementos dessa natureza que, j\u00e1 selecionados e combinados pelo olhar, permitem supor a identidade pr\u00f3pria de um lugar. A paisagem \u00e9, portanto, uma constru\u00e7\u00e3o, uma composi\u00e7\u00e3o, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que se imp\u00f5e aos elementos da natureza por meio da escolha de um ponto de vista, e por meio de um enquadramento (ou uma janela).<\/p>\n<p>Como diz Anne Cauquelin (<i>A inven\u00e7\u00e3o da paisagem<\/i>): na paisagem, a natureza existe para a frui\u00e7\u00e3o, ela \u00e9 um \u201crepouso\u201d. Ou seja, na paisagem, natureza e olhar est\u00e3o imobilizados pelo tempo necess\u00e1rio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O procedimento das imagens deste livro guarda mais afinidades com aquele das notas de um di\u00e1rio de viagem do que com a elabora\u00e7\u00e3o tradicional de uma paisagem. O di\u00e1rio de viagem \u00e9 fluidez sobre fluidez, \u00e9 o decurso da linguagem tentando dar conta do decurso da viagem. \u00c9 tamb\u00e9m montagem, fragmento seguido de fragmento: o discurso n\u00e3o pode ser cont\u00ednuo e totalizante, n\u00e3o se pode olhar o tempo todo para o caderno de notas porque \u00e9 preciso experimentar a viagem. A viagem n\u00e3o pode ser apreendida continuamente para que n\u00e3o se percam as oportunidades do registro. Porque a narrativa \u00e9 tamb\u00e9m parte da experi\u00eancia e, a imagem, uma das raz\u00f5es que nos lan\u00e7am numa viagem.<\/p>\n<p><b>A identidade do lugar de tr\u00e2nsito, mais do que \u201cn\u00e3o-lugares\u201d<\/b><\/p>\n<p>O antrop\u00f3logo Marc Aug\u00e9 construiu a tese de que, dentro do contexto que chama de supermodernidade, a acelera\u00e7\u00e3o do tempo e a abund\u00e2ncia de fatos com que somos confrontados n\u00e3o permitem a apreens\u00e3o nem da hist\u00f3ria nem da identidade dos locais por onde se transita: sem isso, constituem-se o que chamou de n\u00e3o-lugares (Aug\u00e9,\u00a0<i>N\u00e3o-Lugares,\u00a0<\/i>1992).<\/p>\n<p>Os registros trazidos em <i>Imagens Posteriores<\/i>\u00a0n\u00e3o se definem por um destino conhecido, n\u00e3o podem ser nomeados, nem situados no mapa. No entanto, n\u00e3o \u00e9 por isso que suas imagens se reduzem a uma visualidade gen\u00e9rica ou entr\u00f3pica, sem uma intensidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Aqui, as imagens reivindicam a possibilidade de produzir um olhar efetivo dentro de um movimento que dissolve o contorno dos objetos, n\u00e3o contra, mas em benef\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o de formas peculiares. Sem precisar identific\u00e1-los, esses lugares de tr\u00e2nsito t\u00eam sua singularidade restitu\u00edda pelas massas e pelas cores que resultam da dissolu\u00e7\u00e3o de seus elementos. A imagem, quando inviabiliza a identifica\u00e7\u00e3o pelo nome ou por uma tipologia, encontra um modo de resgatar, mesmo que provisoriamente, a identidade de cada lugar de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><b>Marcas afetivas, n\u00e3o marcos de conquista<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o havendo o apontamento de um destino, os percursos que vemos neste livro n\u00e3o resultam na instaura\u00e7\u00e3o de marcos, isto \u00e9, na celebra\u00e7\u00e3o de uma conquista, de uma apropria\u00e7\u00e3o do lugar, como faziam os desbravadores, como querem fazer simbolicamente os turistas.<\/p>\n<p>O livro tampouco pretende mostrar na paisagem os rastros deixados como prova de uma presen\u00e7a. Numa esp\u00e9cie de invers\u00e3o, quer dar a ver a paisagem que ainda se deixa apreender dentro do rastro. Aqui, a fotografia \u00e9 ela pr\u00f3pria o rastro, e s\u00f3 depois, uma forma apreens\u00edvel como composi\u00e7\u00e3o, no sentido que deseja a paisagem.<\/p>\n<p>Quando vemos que as s\u00e9ries s\u00e3o organizadas a partir dos nomes pr\u00f3prios das pessoas que acompanharam a autora nessas viagens, entendemos que as refer\u00eancias que organizam os trajetos \u2013 os mapas, os pontos cardeais \u2013 n\u00e3o s\u00e3o geogr\u00e1ficos, mas afetivos. Nesse sentido, as marcas que se deseja preservar n\u00e3o s\u00e3o aquelas que foram deixadas no ch\u00e3o, mas as que foram deixadas no viajante enquanto ele era atravessado pelo percurso.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><strong>Imagens Posteriores<\/strong>, de Patricia Gouv\u00eaa (Rio de Janeiro: R\u00e9ptil, 2012)<\/p>\n<p>No dia 16\/04, \u00e0s 19h30, o livro ser\u00e1 lan\u00e7ado em <strong>Bras\u00edlia<\/strong>, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, com debate de Claudia Linhares Sanz e Susana Dobal. Patricia Gouv\u00eaa realizar\u00e1 tamb\u00e9m interven\u00e7\u00f5es em espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade a partir das imagens do livro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/player.vimeo.com\/video\/55605267\" width=\"620\" height=\"349\" frameborder=\"0\" title=\"Imagens Posteriores | Interven&ccedil;&otilde;es urbanas\" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00f5es feitas na cidade do Rio de Janeiro com fotografias de <em>Imagens Posteriores<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagens Posteriores, de Patricia Gouv\u00eaa, \u00e9 um livro aparentemente simples: h\u00e1 nele uma tem\u00e1tica e uma estrat\u00e9gia que se revelam rapidamente e que atravessam todas as suas p\u00e1ginas. Mesmo assim, permanece dif\u00edcil nomear aquilo que a artista fotografa, e o modo como fotografa. S\u00e3o viagens, paisagens, borr\u00f5es, elementos bem situados no repert\u00f3rio da fotografia. Ainda assim, o olhar n\u00e3o se acomoda t\u00e3o facilmente ao conjunto que encontramos. Convidado a discutir esse trabalho, pareceu-me necess\u00e1rio repensar os termos a que recorreria. No final das contas, o que deveria ser apenas um ajuste de vocabul\u00e1rio j\u00e1 se tornou um exerc\u00edcio de an\u00e1lise. 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