{"id":4375,"date":"2012-10-08T10:00:57","date_gmt":"2012-10-08T10:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/?p=4375"},"modified":"2017-03-01T12:27:46","modified_gmt":"2017-03-01T12:27:46","slug":"august-sander-e-hans-eijkelboom-na-ultima-sala-da-bienal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/august-sander-e-hans-eijkelboom-na-ultima-sala-da-bienal\/","title":{"rendered":"A pose e o rosto: August Sander e Hans Eijkelboom na Bienal"},"content":{"rendered":"<p>Esta 30\u00aa\u00a0edi\u00e7\u00e3o da Bienal de S\u00e3o Paulo parece ter feito as pazes com o olhar. O espa\u00e7o dedicado aos artistas \u00e9 generoso: de cada um deles, o que encontramos n\u00e3o \u00e9 apenas uma amostra, mas um percurso. Isso nos d\u00e1 o tempo m\u00ednimo para dialogar com suas produ\u00e7\u00f5es. As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis, enriquecem esse di\u00e1logo, mas n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 para compensar com ret\u00f3rica o fracasso da produ\u00e7\u00e3o de sentido. H\u00e1 muito o que debater, mas h\u00e1 tamb\u00e9m muito o que ver em sil\u00eancio. Alguns espa\u00e7os v\u00e3o al\u00e9m, e colocam em rela\u00e7\u00e3o em artistas distintos. A associa\u00e7\u00e3o \u00e9 normalmente f\u00e1cil de perceber, mas \u00e9 particularmente rico identificar as formas singulares de abordagem de um mesmo tema, de uma t\u00e9cnica, de uma mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Na \u00faltima sala do \u00faltimo andar, encontramos um grande espa\u00e7o com centenas e centenas de retratos: o vasto estudo \u201cHomens do s\u00e9culo XX\u201d realizado pelo alem\u00e3o August Sander, a partir da d\u00e9cada de 1920, e as \u201cfotonotas\u201d do holand\u00eas Hans Eijkelboom, realizadas a partir de 1970. Ambos organizam os personagens em categorias, sociol\u00f3gicas, no caso de Sander, indument\u00e1rias e gestuais, no caso de Eijkelboom. Mas, como ocorre em v\u00e1rios momentos desta Bienal, a aproxima\u00e7\u00e3o dos trabalhos \u00e9 interessante sobretudo porque permite relacion\u00e1-los e, ao mesmo tempo, identificar suas singularidades. Se no percurso dessa imensa mostra n\u00e3o tivermos aprendido a\u00a0transitar por esse jogo sutil de semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre as imagens, os retratos desta \u00faltima sala podem nos ensinar a fazer isso.<\/p>\n<div id=\"attachment_4380\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4380\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4380\" title=\"IMG_0869\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/IMG_0869-620x463.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"463\" \/><p id=\"caption-attachment-4380\" class=\"wp-caption-text\">Retratos de August Sander e, ao fundo, de Hans Eijkelboom, na Bienal de S\u00e3o Paulo<\/p><\/div>\n<p>Eijkelboom percorre o mundo fotografando pessoas na rua para propor uma cataloga\u00e7\u00e3o bastante sistem\u00e1tica e de f\u00e1cil apreens\u00e3o: h\u00e1 grupos de pessoas de camisa listrada, de terno descendo uma escada rolante, com a camiseta dos Rolling Stones, de hijab, sem camisa e com patins, h\u00e1 as que carregam sacolas de compra, as que parecem motoqueiros hippies&#8230; Ao longo de uma vasta parede, vemos agrupamentos de personagens que surpreendem pela repeti\u00e7\u00e3o e que, por isso mesmo, parecem intercambi\u00e1veis entre si: ap\u00f3s identificar o crit\u00e9rio que organiza um determinado grupo, qualquer uma das pessoas pode representar bem todas as outras. Assim, essas centenas de retratos est\u00e3o l\u00e1 para produzir um efeito de quantidade, mas podem ser contempladas por amostragem, porque o modelo pesa mais do que os indiv\u00edduos. N\u00e3o se trata de desrespeito com a obra do artista, \u00e9 a quest\u00e3o mesmo que ele nos coloca: a redu\u00e7\u00e3o daquele universo de pessoas a estere\u00f3tipos que j\u00e1 s\u00e3o compreendidos antes de serem olhados.<\/p>\n<div id=\"attachment_4383\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4383\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4383\" title=\"image_3579\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/image_3579-620x732.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"732\" \/><p id=\"caption-attachment-4383\" class=\"wp-caption-text\">Hans Eijkelboom<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4384\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4384\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4384\" title=\"2006okt21-low\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/2006okt21-low-620x734.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"734\" \/><p id=\"caption-attachment-4384\" class=\"wp-caption-text\">Hans Eijkelboom<\/p><\/div>\n<p>Dividindo o espa\u00e7o com Eijkelboom est\u00e1 August Sander. S\u00e3o mais algumas centenas de retratos, com agrupamentos menos evidentes, mas ainda reconhec\u00edveis: trabalhadores, burgueses, marginais, militares, fam\u00edlias&#8230; Enquanto os retratos de Eijkelboom buscam uma s\u00edntese rigorosa constru\u00edda por uma repeti\u00e7\u00e3o que apaga os sujeitos retratados, os de Sander d\u00e3o a ver a diversidade que subsiste em cada grupo. Enquanto \u00a0Eijkelboom nos surpreende por destacar algo do nosso cotidiano que, dada sua amplitude, n\u00e3o somos capazes de perceber, pesa sobre o trabalho de Sander o tempo e, em algum lugar de seu curso, uma guerra, o risco de um apagamento mais importante contra o qual a imagem resiste.<\/p>\n<div id=\"attachment_4381\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4381\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-4381\" title=\"IMG_0727\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/IMG_0727-620x463.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"463\" \/><p id=\"caption-attachment-4381\" class=\"wp-caption-text\">Retratos de August Sander, na Bienal de S\u00e3o Paulo.<\/p><\/div>\n<p>Reencontrei depois a excelente disserta\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.dobrasvisuais.com.br\/?p=615\" target=\"_blank\">Paulo Rossi, \u201cAugust Sander e Homens do s\u00e9culo XX: a realidade constru\u00edda\u201d<\/a>. Ali eu pude ver precisamente nomeadas as categorias que nortearam essa documenta\u00e7\u00e3o, segundo a organiza\u00e7\u00e3o proposta pelo pr\u00f3prio fot\u00f3grafo: <em>o campon\u00eas, o artes\u00e3o, a mulher, as categorias s\u00f3cio-profissionais, os artistas, a grande cidade, os \u00faltimos dos homens<\/em>.<\/p>\n<p>Segundo Rossi, Sander gostaria que os \u201ctipos\u201d se destacassem sobre os \u201cindiv\u00edduos\u201d. Mas sua tese visa demonstrar que, mais do que mostrar efetivamente os tipos alem\u00e3es, o projeto n\u00e3o escapa a constru\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos. Parece haver, portanto, dois n\u00edveis de representa\u00e7\u00e3o: o papel social desses indiv\u00edduos que Sander gostaria de compreender por meio de categorias conceituais, e sua conforma\u00e7\u00e3o a certas constru\u00e7\u00f5es ret\u00f3ricas da imagem \u2013 a pose, o cen\u00e1rio, os objetos \u2013 que d\u00e3o a ela maior legibilidade. Ocorre que, maturado pelo tempo, h\u00e1 uma terceira coisa que resiste tanto \u00e0s categorias sociol\u00f3gicas quanto os modelos est\u00e9ticos: aqueles rostos que, mesmo agrupados, nos convidam a reconhecer sua singularidade.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o foi ignorado pela pesquisa de Paulo Rossi, como lemos em suas conclus\u00f5es: \u201cno decorrer da pesquisa ficava cada vez mais patente uma forte tens\u00e3o entre a fisionomia dos sujeitos retratados e as legendas. Foi preciso fugir da teia armada por Sander para perceber que h\u00e1 uma tens\u00e3o entre o que a tipologia sugere e o que o retrato tem a nos dizer. Os rostos pulsam, enquanto que as roupas, acess\u00f3rios, ambientes e poses chamam a aten\u00e7\u00e3o para o que elas aparentam representar\u201d. (Rossi, p. 118)<\/p>\n<p>Para fazer prevalecer o &#8220;tipo&#8221;, Sander preferia n\u00e3o identificar seus personagens. Muitos deles s\u00e3o conhecidos ou foram identificados, mas \u00e9 justamente essa aus\u00eancia que permite a identifica\u00e7\u00e3o com o olhar do presente: esses retratos cobram a consci\u00eancia de que todos &#8211; n\u00e3o apenas personagens abstratos ou nomes celebrados &#8211; s\u00e3o sujeitos da hist\u00f3ria. E \u00e9 assim que sa\u00edmos de l\u00e1 com a impress\u00e3o de que, em algum lugar no meio desses rostos, est\u00e1 o nosso pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Sander come\u00e7ou a produzir sua documenta\u00e7\u00e3o nos anos de 1920. Numa Alemanha perturbada pelo fracasso da Primeira Guerra, os engajamentos pol\u00edticos do fot\u00f3grafo v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria das propostas do Nacional-Socialismo. Com a ascens\u00e3o do nazismo, seu livro foi censurado, segundo Rossi, mais como repres\u00e1lia \u00e0 milit\u00e2ncia socialista de Erich, filho de Sander, do que por uma compreens\u00e3o clara do quanto aquela documenta\u00e7\u00e3o afrontava a ideologia do poder que se afirmava. Depois, trinta mil negativos se perderam em meio aos bombardeios da Segunda Guerra.<\/p>\n<p>Sander tinha filia\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas que vinculavam seu trabalho com o desejo de compreender essa Alemanha que se transformava rapidamente numa dire\u00e7\u00e3o incerta e perigosa, mas seu trabalho n\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de milit\u00e2ncia partid\u00e1ria. \u00c9 um projeto est\u00e9tico e, claro, pol\u00edtico como toda obra de arte que deseja pensar a realidade. Assim como o nazismo n\u00e3o deixou de contemplar um projeto est\u00e9tico, como bem demonstrou o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DCB7wmYvZQw\" target=\"_blank\">document\u00e1rio de Peter Cohen, Arquitetura da Destrui\u00e7\u00e3o<\/a> (1989). Nos anos 20, Sander parece estar respondendo a uma quest\u00e3o &#8211; sobre pureza da ra\u00e7a alem\u00e3 &#8211; que ainda n\u00e3o havia sido traduzida em suas formas mais totalit\u00e1rias e perversas. De fato, toda imagem demanda tempo para ser lida em sua capacidade de representa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Assim, as tens\u00f5es entre a busca de Sander e a ideologia nazista tornam-se mais claras com o decurso dos acontecimentos. E \u00e9 aos olhares do presente que elas oferecem seus sentidos potenciais.<\/p>\n<p>Com a guerra que estava por vir, esses rostos nos dariam a dimens\u00e3o da viol\u00eancia da pol\u00edtica de uniformiza\u00e7\u00e3o posta em execu\u00e7\u00e3o pelo III Reich. Mesmo que Sander vislumbrasse em sua documenta\u00e7\u00e3o uma hierarquia dos pap\u00e9is sociais, a diversidade indiscrimidada de rostos que ele captou faz de seu trabalho um territ\u00f3rio virtual de resist\u00eancia contra qualquer programa que se diga capaz de agenciar o destino evolutivo dos homens. Tanto faz o quanto Sander tinha consci\u00eancia disso no in\u00edcio de seu trabalho. Hoje, \u00e9 inevit\u00e1vel olhar para esses rostos n\u00e3o apenas a partir da consci\u00eancia do risco, da perda, da morte, como fazem muitas fotografias antigas, mas da cat\u00e1strofe. Percebo agora que a rigidez daquelas poses e daqueles olhares diretos \u2013 que naquele momento amea\u00e7ava tamb\u00e9m reduzir o sujeito ao estere\u00f3tipo \u2013 representa uma espera paciente exigida pela hist\u00f3ria, e que agora reivindica para cada um desses sujeitos uma parcela pr\u00f3pria e intensa do nosso olhar.<\/p>\n<div id=\"attachment_4396\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4396\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4396\" title=\"august_sander_09\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/august_sander_091-360x447.jpeg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"447\" \/><p id=\"caption-attachment-4396\" class=\"wp-caption-text\">August Sander, Homens do S\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4397\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4397\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4397\" title=\"August-Sander-Radio-Station-Secretary-1931-1\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/August-Sander-Radio-Station-Secretary-1931-1-360x544.jpeg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"544\" \/><p id=\"caption-attachment-4397\" class=\"wp-caption-text\">August Sander, Homens do S\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4395\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4395\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4395\" title=\"august_sander_05\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/august_sander_05-360x447.jpeg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"447\" \/><p id=\"caption-attachment-4395\" class=\"wp-caption-text\">August Sander,\u00a0Homens do s\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4391\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4391\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4391\" title=\"sander18x\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/sander18x-360x467.jpeg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"467\" \/><p id=\"caption-attachment-4391\" class=\"wp-caption-text\">August Sander, Homens do S\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4390\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4390\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4390\" title=\"august-sander12\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/august-sander12-360x485.jpeg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"485\" \/><p id=\"caption-attachment-4390\" class=\"wp-caption-text\">August Sander, Homens do S\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4388\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-4388\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4388\" title=\"sander01\" src=\"http:\/\/iconica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/sander01-360x497.jpeg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"497\" \/><p id=\"caption-attachment-4388\" class=\"wp-caption-text\">August Sander, Homens do S\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta 30\u00aa\u00a0edi\u00e7\u00e3o da Bienal de S\u00e3o Paulo parece ter feito as pazes com o olhar. 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