{"id":3674,"date":"2012-04-30T06:08:41","date_gmt":"2012-04-30T06:08:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.iconica.com.br\/?p=3674"},"modified":"2022-12-04T13:13:22","modified_gmt":"2022-12-04T13:13:22","slug":"pequena-historia-da-fotografia-remix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/pequena-historia-da-fotografia-remix\/","title":{"rendered":"Pequena hist\u00f3ria da Fotografia \u2013 Remix*"},"content":{"rendered":"<p>Por quais caminhos uma nova \u201cpequena hist\u00f3ria\u201d da fotografia poderia nos levar \u2013 uma hist\u00f3ria que come\u00e7asse a ser escrita de olho nas imagens que Walter Benjamin jamais viu? Quando o fil\u00f3sofo redigiu seu ensaio, em 1931, considerava que os primeiros cem anos da fotografia haviam sido marcados por um debate te\u00f3rico, sob todos os aspectos, infrut\u00edfero, uma vez que comungavam os debatedores de um conceito de arte &#8220;alheio a qualquer considera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica&#8221;. Ao longo dos seus primeiros cem anos, e apesar de seu desenvolvimento acelerado, a fotografia havia persistido em justificar-se &#8220;diante do mesmo tribunal que ela havia derrubado&#8221; &#8211; o tribunal da Arte. Bandeiras como a da<em> \u201carte pela arte\u201d<\/em> tentavam apenas \u201cproteger o \u2018g\u00eanio\u2019 contra o desenvolvimento da t\u00e9cnica&#8221;.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de que o \u201ctribunal da arte\u201d tinha seus dias contados, uma vez que subsistia gra\u00e7as uma aura posti\u00e7a, arrematada numa queima de estoque das religi\u00f5es secularizadas, frustrou-se. Desde a d\u00e9cada de 1980, testemunhamos o ingresso da fotografia, por direito pr\u00f3prio, nos foros da arte. Em larga medida, a pr\u00f3pria fotografia teve papel decisivo no que veio a se chamar \u201carte p\u00f3s-moderna\u201d, particularmente na constitui\u00e7\u00e3o deste novo habitante dos museus e galerias que atende pelo nome de \u201cartista visual\u201d. No in\u00edcio dos anos 1990, o historiador e cr\u00edtico Andr\u00e9 Rouill\u00e9 j\u00e1 sugeria que \u201co devir-arte\u201d da fotografia era \u201cinsepar\u00e1vel do decl\u00ednio hist\u00f3rico de seus usos pr\u00e1ticos.\u201d Isto \u00e9, quanto mais \u201cdiminu\u00eda a efic\u00e1cia da fotografia enquanto instrumento de poder\u201d, mais dispon\u00edvel para a arte ela se tornava. O cr\u00edtico e curador franc\u00eas, R\u00e9gis Durand, coincidia no julgamento de que a artisticidade da fotografia era, em larga medida, um efeito colateral ou compensat\u00f3rio de deslocamentos no \u201ccampo das representa\u00e7\u00f5es\u201d, onde a fotografia perdera o lugar privilegiado que, por algumas d\u00e9cadas, havia sido seu: \u201ccada vez que um campo perde algumas de suas fun\u00e7\u00f5es ou renuncia a elas, ele ganha autonomia art\u00edstica\u201d.<\/p>\n<p>Mas que lugar \u00e9 este, de onde a fotografia havia sido deslocada? O cr\u00edtico de fotografia do New York Times \u00e0 \u00e9poca, Andy Grundberg, sugerira em um artigo que a \u201cera da reprodutibilidade t\u00e9cnica\u201d tinha dado vez \u00e0 \u201cera da simula\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica\u201d, e diagnosticava que os artistas p\u00f3s-modernos \u201cest\u00e3o interessados na fotografia n\u00e3o como um meio distinto para descrever o mundo, mas como uma encarna\u00e7\u00e3o ou meton\u00edmia de como a cultura representa a si mesma.\u201d No limite, \u00e9 como se a fotografia tivesse sacrificado a si mesma (ou aquilo que imaginariamente fora) para que uma \u201carte p\u00f3s-moderna\u201d viesse a existir. Para a pesquisadora norte-americana Abigail Solomon-Godeau, o resultado da aut\u00f3psia \u00e9 \u00f3bvio: visando alcan\u00e7ar por fim um lugar no campo da arte, a fotografia moderna cometera suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Esta seguramente n\u00e3o \u00e9 \u00fanica hist\u00f3ria que os \u00faltimos cem anos (os nossos cem anos) podem nos contar. H\u00e1 uma hist\u00f3ria interna ao dispositivo, por exemplo, em que a aceita\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica abre uma zona de resist\u00eancia ao mec\u00e2nico (n\u00e3o necessariamente inconsciente) que faz da hesita\u00e7\u00e3o o n\u00facleo da experi\u00eancia de subjetiva\u00e7\u00e3o do fot\u00f3grafo moderno (essa \u00e9 a hist\u00f3ria que eu procurei contar em <em>A M\u00e1quina de Esperar<\/em>)<em>. <\/em>Mas h\u00e1 ainda outra, entre tantas poss\u00edveis, que diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre imagem e mundo, uma hist\u00f3ria que de t\u00e3o comprida quase n\u00e3o se distingue de uma hist\u00f3ria da pr\u00f3pria humanidade.<\/p>\n<p>Sempre que a fotografia inclui outra imagem dentro dela, encena um cap\u00edtulo desta hist\u00f3ria. As imagens que formamos a partir do mundo vivem constantemente amea\u00e7adas por aquelas que emergem da mem\u00f3ria, do sonho e da imagina\u00e7\u00e3o. Desde a sua inven\u00e7\u00e3o, a fotografia foi progressivamente ocupando o lugar de guardi\u00e3 desta dist\u00e2ncia, t\u00e3o necess\u00e1ria quanto problem\u00e1tica. Cumpriu bravamente sua miss\u00e3o at\u00e9 fins do s\u00e9culo passado, n\u00e3o como um le\u00e3o-da-ch\u00e1cara, mas como a bailarina na corda bamba esticada de uma ponta a outra da nossa consci\u00eancia. Zelava por esta dist\u00e2ncia \u2013 dist\u00e2ncia entre a imagem que comprova e a imagem que ilude \u2013 tencionando-a, pois n\u00e3o podia parar de percorr\u00ea-la sob o risco de despencar.<\/p>\n<div id=\"attachment_3685\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Robert-Frank.-Words.-Nova-Scotia-1977.1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3685\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3685 size-full\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Robert-Frank.-Words.-Nova-Scotia-1977..jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Robert-Frank.-Words.-Nova-Scotia-1977..jpg 620w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Robert-Frank.-Words.-Nova-Scotia-1977.-768x506.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Robert-Frank.-Words.-Nova-Scotia-1977.-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3685\" class=\"wp-caption-text\">Robert Frank. Words. Nova Scotia, 1977<\/p><\/div>\n<p>Talvez fosse pensando nesta bailarina que Robert Frank, nos anos 1970 \u2013 quando praticamente j\u00e1 havia abandonado a fotografia em favor do cinema \u2013 pendurou em um varal, contra o horizonte da Nova Esc\u00f3cia, algumas de suas fotos mais famosas. \u00a0O historiador da arte alem\u00e3o Hans Belting v\u00ea nisso um gesto de desapego em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 unicidade do registro fotogr\u00e1fico, um esfor\u00e7o derradeiro para restabelecer seu lugar em um fluxo cont\u00ednuo de lembran\u00e7as. \u201cPara mim, a imagem deixou de existir\u201d \u2013 diria Frank na \u00e9poca. Tratava-se preservar a imagem deste meio \u2013 a fotografia \u2013 que agora insistia em convert\u00ea-la em coisa. Das palavras ditas (\u201cwords\u201d) e das imagens vistas, teriam sobrado apenas objetos.<\/p>\n<div id=\"attachment_3684\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Garry-Winogrand.-John-F.-Kennedy-Conven\u00e7\u00e3o-Nacional-Democr\u00e1tica-Los-Angeles-19601.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3684\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3684 size-medium\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Garry-Winogrand.-John-F.-Kennedy-Conven\u00e7\u00e3o-Nacional-Democr\u00e1tica-Los-Angeles-1960-360x500.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"500\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3684\" class=\"wp-caption-text\">Garry Winogrand. John F. Kennedy, Conven\u00e7\u00e3o Nacional Democr\u00e1tica, Los Angeles, 1960<\/p><\/div>\n<p>De seu ref\u00fagio no litoral gelado do Canad\u00e1, Frank observava as grandes transforma\u00e7\u00f5es no campo da imagem, capitaneadas, em muitos sentidos, pelo advento e difus\u00e3o dos meios eletr\u00f4nicos. \u00c9 disso que nos d\u00e1 testemunho essa fotografia de Garry Winogrand. \u00c9 uma imagem duplamente prof\u00e9tica. Premonit\u00f3ria a respeito de uma campanha que, segundo os cientistas pol\u00edticos, foi a primeira vencida pelo carisma midi\u00e1tico de um jovem Kennedy contra seu rival, Richard Nixon, ent\u00e3o um representante da velha escola (vitimado mais pela sudorese do que pela ret\u00f3rica). Mas \u00e9 tamb\u00e9m premonit\u00f3ria do que viria a se tornar um clich\u00ea acad\u00eamico nas d\u00e9cadas seguintes: a fotografia, o cinema e a televis\u00e3o estavam em vias de transformar o mundo e n\u00f3s todos em imagem. Daniel J. Boorstin, importante historiador e intelectual norte-americano, por muitos anos diretor da Biblioteca do Congresso, queixava-se, em 1962, que as imagens haviam se misturado ao \u201csonho americano\u201d: \u201cn\u00f3s nos apaixonamos por nossa pr\u00f3pria imagem, pelas imagens que criamos, que acabaram por se tornar imagens de n\u00f3s mesmos\u201d. E conclu\u00eda: \u201ccomo indiv\u00edduo e como na\u00e7\u00e3o, n\u00f3s agora sofremos de narcisismo social\u201d.<\/p>\n<p>O fim da era moderna e o in\u00edcio do que alguns chamariam de p\u00f3s-moderno, que esta fotografia de Winogrand representa, assinala aqui este gozo narc\u00edsico generalizado no qual mergulhamos e que perdura at\u00e9 o hoje. N\u00e3o admira que, nestas circunst\u00e2ncias, a pr\u00f3pria imagem pode assumir car\u00e1ter monumental. Todos nos tornamos um pouco como turistas, com o olhar colonizado por imagens j\u00e1 vistas, viajando para ver o que j\u00e1 se conhece. \u00a0Isso \u00e9 o que demonstra, de forma bem humorada, o v\u00eddeo \u201cSteps\u201d (1987), de <em>Zbig Rybczynski<\/em>, em que um grupo de turistas norte-americanos visita o monumento do cinema sovi\u00e9tico \u201cEncoura\u00e7ado Potemkin\u201d, dirigido por Serguei Eisenstein, em 1925, tendo inclusive um guia com a miss\u00e3o de explicar-lhes a po\u00e9tica do filme.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1150\" height=\"863\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/QsfyAjwQL0w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a fotografia cumpriu um papel crucial na transforma\u00e7\u00e3o do mundo em imagem, alterando o modo como o habitamos. Mas algo tamb\u00e9m sucedeu conosco. Nesta obra de Roberta Dabdab, que \u00c9der Chiodetto teve a perspic\u00e1cia de incluir na exposi\u00e7\u00e3o <em>Gera\u00e7\u00e3o 00<\/em>, tudo est\u00e1 sabido de antem\u00e3o: conhecemos tanto a situa\u00e7\u00e3o de fotografar quanto a de ser fotografado ao lado de monumentos, pois n\u00e3o \u00e9 outro o sentido desta pintura de Monet nas paredes do Museu de L\u2019Orangerie: um monumento que conhecemos ou ter\u00edamos que conhecer. A fotografia apropria-se tanto da plasticidade impressionista \u2013 em que o corpo do observador estava implicado na apreens\u00e3o de uma obra que n\u00e3o se resolvia em si mesma \u2013 quanto da situa\u00e7\u00e3o museogr\u00e1fica que induz uma absor\u00e7\u00e3o do visitante na obra (algo que j\u00e1 havia sido tematizado por Thomas Struth).<\/p>\n<div id=\"attachment_3679\" style=\"width: 684px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Roberta-Dabdab.-Mulher-fot\u00f3grada-homem-em-frente-\u00e0s-gigantescas-ninf\u00e9ias-de-Monet.-no-Museu-de-LOrangerie1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-3679\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3679 size-large\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Roberta-Dabdab.-Mulher-fot\u00f3grada-homem-em-frente-\u00e0s-gigantescas-ninf\u00e9ias-de-Monet.-no-Museu-de-LOrangerie-674x900.jpg\" alt=\"\" width=\"674\" height=\"900\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3679\" class=\"wp-caption-text\">Roberta Dabdab. Mulher fot\u00f3grada homem em frente \u00e0s gigantescas ninf\u00e9ias de Monet, s\u00e9rie L&#8217;Orangerie, 2008<\/p><\/div>\n<p>Na fotografia de Roberta Dabdab n\u00e3o s\u00e3o apenas os limites entre pintura, fotografia e corpo que desaparecem. Assim como n\u00e3o se trata mais de alertar sobre o risco de preferirmos nossa imagem em detrimento de n\u00f3s mesmos \u2013 como foi feito ao longo das d\u00e9cadas de 1960 e 1970. A pixeliza\u00e7\u00e3o generalizada sugere agora que o verdadeiro risco (talvez, fato j\u00e1 consumado) \u00e9 o desaparecimento das distin\u00e7\u00f5es entre imagem e mundo. Quando a artista escreve na legenda: \u201cMulher fotografa homem em frente \u00e0s gigantescas ninf\u00e9ias&#8230;\u201d, isso j\u00e1 remete menos a um fragmento de mundo do que \u00e0 revela\u00e7\u00e3o de que mundo, imagem, essa mulher que fotografa (a pr\u00f3pria artista, afinal) j\u00e1 habitariam um cen\u00e1rio em que n\u00e3o apenas as distin\u00e7\u00f5es quanto aos regimes de representa\u00e7\u00e3o desapareceram, mas tamb\u00e9m sumiram todas as diferen\u00e7as materiais.<\/p>\n<p>Hoje estou convencido que a tens\u00e3o fundamental, constitutiva da fotografia e de sua cultura, n\u00e3o foi entre verdade e mentira ou entre arte e t\u00e9cnica (para mencionar apenas os debates cl\u00e1ssicos), mas entre imagem e mundo. Deslocada pouco a pouco do lugar que ocupou por mais de 150 anos de guardi\u00e3 problem\u00e1tica desta dist\u00e2ncia\/diferen\u00e7a, o experimentalismo e o hibridismo contempor\u00e2neos n\u00e3o refletem apenas as mudan\u00e7as radicais porque passa uma determinada pr\u00e1tica cultural, mas s\u00e3o igualmente alimentados pela intui\u00e7\u00e3o de que o nosso destino e o destino da fotografia est\u00e3o, de alguma maneira, conectados.<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<p>* Desta vez, com a colabora\u00e7\u00e3o de Juliana Martins.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por quais caminhos uma nova \u201cpequena hist\u00f3ria\u201d da fotografia poderia nos levar \u2013 uma hist\u00f3ria que come\u00e7asse a ser escrita de olho nas imagens que Walter Benjamin jamais viu? 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Ao longo dos seus primeiros cem anos, e apesar de seu desenvolvimento acelerado, a fotografia havia persistido em justificar-se &#8220;diante do mesmo tribunal que ela havia derrubado&#8221; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3677,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[838,885],"tags":[355,609,683,688,797,809],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3674"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3674"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3674\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12189,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3674\/revisions\/12189"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3677"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}