{"id":3124,"date":"2011-12-27T09:04:52","date_gmt":"2011-12-27T09:04:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.iconica.com.br\/?p=3124"},"modified":"2016-05-28T14:10:54","modified_gmt":"2016-05-28T14:10:54","slug":"interrupcoes-e-continuidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/interrupcoes-e-continuidades\/","title":{"rendered":"Interrup\u00e7\u00f5es e continuidades"},"content":{"rendered":"<p>Nunca houve o compromisso de qualquer alinhamento entre os integrantes deste blog, nem mesmo a pretens\u00e3o de coer\u00eancia entre os posts de cada autor. Mas \u00e9 curioso que, vez ou outra, algu\u00e9m pergunta &#8220;o que o Ic\u00f4nica pensa de tal coisa&#8221; ou &#8220;quando haver\u00e1 um workshop do Ic\u00f4nica&#8221;.\u00a0Talvez um pensamento possa ser constru\u00eddo dessa forma, por meio de encontros, de sobreposi\u00e7\u00f5es, de montagens. \u00c9 algo que ainda precisamos descobrir, talvez ampliando um exerc\u00edcio que j\u00e1 fizemos algumas vezes: o de\u00a0abrir mais espa\u00e7o quando um post pede uma continuidade, ou de criar os devidos links quando descobrimos ao longo da escrita que esses di\u00e1logos entre posts simplesmente acontecem.<\/p>\n<p>Faremos uma pausa at\u00e9 o final de janeiro.\u00a0E aproveitamos para relembrar algumas dessas s\u00e9ries de posts que foram publicadas aqui no Ic\u00f4nica, algumas planejadas, outras nem tanto.<\/p>\n<p>Um \u00f3timo 2012!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iconica.com.br\/?tag=serie-a-fotografia-e-seus-duplos\" target=\"_blank\"><strong>Fotografia e seus duplos I, II e III<\/strong> [Mauricio Lissovsky]<\/a>: o que uma fotografia revela quando se coloca em di\u00e1logo com outra imagem. &#8211;\u00a0&#8220;Estou convencido que toda a vez que uma fotografia procura o duplo, coloca perguntas sobre si mesma, sobre os significados que engendra e sobre as rela\u00e7\u00f5es sociais das quais participa&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iconica.com.br\/?tag=serie-nascimentos-fotograficos\" target=\"_blank\"><strong>Nascimentos fotogr\u00e1ficos: Anjos, Cigarras e Estrelas<\/strong> [Cl\u00e1udia Linhares Sanz]<\/a>: estes tr\u00eas posts n\u00e3o s\u00e3o exatamente uma s\u00e9rie, mas dialogam entre si e, juntos,\u00a0constroem\u00a0uma alegoria sobre o modo como a fotografia se relaciona com o tempo em suas m\u00faltiplas dire\u00e7\u00f5es. &#8211; &#8220;O que seria necess\u00e1rio para nascerem fotografias? Um anjo, talvez um gar\u00e7om ou, ainda, um desencontro. Dos gar\u00e7ons \u00e0s imagens-cigarras, as origens fotogr\u00e1ficas foram pensadas como constela\u00e7\u00f5es temporais, fagulhas dispersas vindas de dire\u00e7\u00f5es temporais diferentes&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iconica.com.br\/?tag=serie-fotografias-deserdadas\" target=\"_blank\"><strong>Fotografias Deserdadas I e II<\/strong>\u00a0[Rubens Fernandes Junior]<\/a>: a experi\u00eancia da cole\u00e7\u00e3o de fotografias an\u00f4nimas, e a trajet\u00f3ria de autores ou imagens que estiveram pr\u00f3ximos do total esquecimento. &#8211;\u00a0&#8220;Entre o homem comum e a hist\u00f3ria h\u00e1 um abismo, muitas vezes inacess\u00edvel, incontorn\u00e1vel. Sim, isso particularmente me fascina, principalmente quando estou diante das fotografias que venho adquirindo e colecionando h\u00e1 mais de trinta anos. E s\u00e3o exatamente esses retratos \u2013 perdidos, esquecidos, abandonados, jogados na lata do lixo da hist\u00f3ria e deslocados do seu universo de intimidade \u2013 que pretendo discutir&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iconica.com.br\/?tag=serie-manual-de-primeiros-socorros\" target=\"_blank\"><strong>Manual de primeiros socorros para conceitos mutilados I, II e III<\/strong> [Ronaldo Entler]<\/a>: pequeno gloss\u00e1rio de termos mal compreendidos pelas teorias fotogr\u00e1ficas. &#8211;\u00a0&#8220;Depositamos sobre a fotografia uma confian\u00e7a exagerada. Como resposta, muitas teorias se voltaram contra antigos conceitos que pareciam impedir uma vis\u00e3o mais cr\u00edtica sobre o meio. Mas, afirmada tal consci\u00eancia sobre os limites da fotografia, \u00e9 poss\u00edvel fazer as pazes com um vocabul\u00e1rio que, usado de modo mais preciso, pode nos ser novamente \u00fateis.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iconica.com.br\/?tag=serie-fotografias-radiantes\" target=\"_blank\"><strong>Fotografias Radiantes I e II<\/strong>\u00a0[Rubens Fernandes J\u00fanior]<\/a>: discuss\u00e3o sobre imagens que, em meio ao excesso, ainda s\u00e3o capazes de gerar alguma surpresa. &#8211;\u00a0&#8220;Antes imaginava que a hist\u00f3ria da fotografia era um imenso iceberg do qual conhec\u00edamos quase nada diante da exist\u00eancia de uma produ\u00e7\u00e3o que estava submersa nas profundezas dos arquivos inacess\u00edveis e nos esquecimentos aterrorizantes. Hoje, sinto que cada fotografia \u00e9 esse iceberg&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iconica.com.br\/?tag=serie-cadaveres-em-disputa\" target=\"_blank\"><strong>Cad\u00e1veres em disputa I e II<\/strong> [Ronaldo Entler]<\/a>: reflex\u00e3o sobre o modo como a imagem da morte \u00e9 explorada em situa\u00e7\u00f5es de conflito. &#8211;\u00a0&#8220;Os her\u00f3is continuam merecendo suas narrativas m\u00edticas, agora, ilustradas com imagens mais expl\u00edcitas que aquela que era constru\u00edda pela palavra do poeta. E a \u201caika\u201d, a humilha\u00e7\u00e3o do vencido, incorpora igualmente a fotografia e o v\u00eddeo como instrumentos recorrentes, j\u00e1 que r\u00e1pida compreens\u00e3o e difus\u00e3o da imagem se revela um ingrediente poderoso do ultraje.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca houve o compromisso de qualquer alinhamento entre os integrantes deste blog, nem mesmo a pretens\u00e3o de coer\u00eancia entre os posts de cada autor. 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