{"id":1602,"date":"2011-03-14T04:51:36","date_gmt":"2011-03-14T04:51:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.iconica.com.br\/?p=1602"},"modified":"2016-05-28T13:47:33","modified_gmt":"2016-05-28T13:47:33","slug":"viver-o-novo-e-compartilhar-emocoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/viver-o-novo-e-compartilhar-emocoes\/","title":{"rendered":"Viver o novo e compartilhar emo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Como sempre, a cidade de S\u00e3o Paulo oferece muitas op\u00e7\u00f5es para quem gosta e aprecia a fotografia. Seja diletante, artista, estudante, pesquisador, cr\u00edtico de artes visuais, a oferta \u00e9 sempre muito grande e diversificada nos espa\u00e7os institucionalizados. Neste momento, a Pinacoteca do Estado, exibe <em>Revolu\u00e7\u00e3o na Fotografia<\/em>, de Aleksander Rodtchenko; o Instituto Moreira Salles, <em>Uma Antologia Pessoal<\/em>, retrospectiva de Thomaz Farkas; a Caixa Cultural, <em>Olhar-Imagin\u00e1rio<\/em>, de German Lorca; o Instituto Tomie Ohtake, <em>Relic\u00e1rio<\/em>, de Vik Muniz; o Centro de Cultura Judaica, <em>Marcados<\/em>, de Cl\u00e1udia Andujar (abertura prevista para dia 15 de mar\u00e7o); o Museu AfroBrasil, <em>Ant\u00edfona<\/em>, de Gal Oppido; o Sesc Belenzinho, <em>Ituporanga<\/em>, de Caio Reisewitz;\u00a0 a Fauna Galeria, <em>Mulheres dos Outros<\/em>, de Eduardo Myulaert; o MIS, <em>Blues<\/em>, de Klaus Mitteldorf; entre outras mostras que merecem visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_1605\" style=\"width: 497px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/German-Lorca-Olhar-Imagin\u00e1rio1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1605\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-1605\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/German-Lorca-Olhar-Imagin\u00e1rio-487x389.jpg\" alt=\"German Lorca, imagem da exposi\u00e7\u00e3o &quot;Olhar Imagin\u00e1rio&quot;\" width=\"487\" height=\"389\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1605\" class=\"wp-caption-text\">German Lorca, imagem da exposi\u00e7\u00e3o &quot;Olhar Imagin\u00e1rio&quot;<\/p><\/div>\n<p>Visitar estas exposi\u00e7\u00f5es \u00e9 sempre um saud\u00e1vel exerc\u00edcio de leitura visual, pois juntas elas oferecem uma vis\u00e3o panor\u00e2mica de qualidade incomum sobre a fotografia moderna e contempor\u00e2nea. Digo isso porque, tanto no aspecto curatorial quanto na quest\u00e3o da expografia, s\u00e3o percept\u00edveis as diferen\u00e7as em termos de abordagens e escolhas assumidas. Isso \u00e9, sem d\u00favida, muito enriquecedor para quem v\u00ea as exposi\u00e7\u00f5es porque, al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es adquiridas via a pr\u00f3pria fotografia, voc\u00ea poder\u00e1 compar\u00e1-las no tempo e no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O que nos cabe indagar \u00e9 porque a produ\u00e7\u00e3o mais jovem, que sabemos que existe, dificilmente encontra espa\u00e7os para exibi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 poucos meses, tivemos a inaugura\u00e7\u00e3o da Zipper Galeria, que se assume como o espa\u00e7o para este tipo de produ\u00e7\u00e3o, mas cuja primeira iniciativa, paradoxalmente, foi a exposi\u00e7\u00e3o <em>A casa em festa<\/em>, de Flavia Junqueira, artista j\u00e1 bem conhecida do p\u00fablico paulistano. Al\u00e9m disso, na edi\u00e7\u00e3o da Expo Arte Fotografia de 2009, seu trabalho teve expressiva comercializa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de outra galeria.<\/p>\n<p>Sabemos o quanto \u00e9 dif\u00edcil manter um espa\u00e7o para exibi\u00e7\u00e3o, mas alijar do processo a produ\u00e7\u00e3o jovem contempor\u00e2nea \u00e9 n\u00e3o querer apostar em alternativas que podem a m\u00e9dio prazo se transformar em solu\u00e7\u00f5es, inclusive econ\u00f4micas. Participo como conselheiro de alguns dos mais importantes eventos de fotografia do pa\u00eds e sei o quanto \u00e9 dif\u00edcil assumir, mesmo que parcialmente, a exibi\u00e7\u00e3o dessa nova fotografia brasileira. Geralmente, os principais entraves s\u00e3o o tempo para pesquisar e o compromisso com os patrocinadores, o que significa, em outras palavras, um retorno antecipado e garantido de m\u00eddia espont\u00e2nea.<\/p>\n<p>Quando escrevo nova fotografia brasileira tenho certeza que muitos compreender\u00e3o. Nos diferentes encontros realizados em diferentes centros de produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, temos acesso aos portf\u00f3lios e ao jovem fot\u00f3grafo \u2013 ou seria <em>image maker<\/em>? Por isso mesmo, sinto que este \u00e9 o momento de mostrar alguns trabalhos que s\u00e3o produzidos nas v\u00e1rias regi\u00f5es brasileiras, particularmente aqueles que t\u00eam um frescor sintonizado com o contempor\u00e2neo. A fotografia num\u00e9rica, ou digital se quiserem, trouxe novo aprendizado, diferente do convencional. Os jovens que vem investindo nessa produ\u00e7\u00e3o de imagens mostram-se, mesmo desprovidos em parte de um passado muito t\u00e9cnico, hist\u00f3rico e est\u00e9tico, com coragem suficiente para apontar outros caminhos dentro de uma nova e poss\u00edvel sintaxe fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<div id=\"attachment_1604\" style=\"width: 497px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/breno_rotatori1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1604\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-1604\" src=\"http:\/\/192.249.123.35\/~iconic16\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/breno_rotatori-487x324.jpg\" alt=\"Breno Rotatori, s\u00e9rie Bloco de Notas\" width=\"487\" height=\"324\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1604\" class=\"wp-caption-text\">Breno Rotatori, s\u00e9rie Bloco de Notas<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 interessante percebermos nessas imagens a singularidade das cores que emergem da tecnologia digital. Cores que n\u00e3o vemos, mas que a c\u00e2mera registra. N\u00e3o s\u00f3 isso: temos ainda as texturas diferenciadas, as formas ruidosas, o excesso das luzes que pulsam distintamente e o tratamento da imagem nos ambientes de baixa luminosidade. Esse distanciamento dos procedimentos da fotografia convencional e essa intimidade com os novos ambientes tecnol\u00f3gicos e perceptivos se insinuam como alternativas est\u00e9ticas. Talvez como outros paradigmas visuais.<\/p>\n<p>J\u00e1 se falou demais sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a fotografia anal\u00f3gica (de base qu\u00edmica) e a fotografia num\u00e9rica (de base digital), mas ainda n\u00e3o sabemos avaliar sua real contribui\u00e7\u00e3o neste exato momento tecnol\u00f3gico. Seguramente, a id\u00e9ia de produ\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de imagem a partir da <em>perspectiva artificialis<\/em> est\u00e1 em crise. N\u00e3o \u00e9 somente a crise dos suportes ou a crise de gera\u00e7\u00f5es. \u00c9 um novo olhar que se instaura e que procura seu espa\u00e7o na atual produ\u00e7\u00e3o das artes visuais.<\/p>\n<p>Diante desse abismo inexor\u00e1vel em que nos encontramos e cujo poder de ruptura\u00a0desconhecemos quase completamente, cabe nos perguntar quanto tempo ainda ser\u00e1 necess\u00e1rio para que o circuito institucionalizado, incluindo a\u00ed o mercado, arrisque mais e comece a exibir e refletir sobre a nov\u00edssima produ\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica contempor\u00e2nea. Que tal pensarmos mais seriamente em viver em profundidade essa produ\u00e7\u00e3o visual e (re)aprender a compartilhar emo\u00e7\u00f5es?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como sempre, a cidade de S\u00e3o Paulo oferece muitas op\u00e7\u00f5es para quem gosta e aprecia a fotografia. 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