{"id":10950,"date":"2016-11-18T11:50:54","date_gmt":"2016-11-18T11:50:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.iconica.com.br\/site\/?p=10950"},"modified":"2022-12-04T13:51:39","modified_gmt":"2022-12-04T13:51:39","slug":"dicionario-de-favelas-morro-de-santa-marta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/dicionario-de-favelas-morro-de-santa-marta\/","title":{"rendered":"Dicion\u00e1rio de Favelas &#8211; Morro de Santa Marta"},"content":{"rendered":"<p>Eis aqui parte do ensaio <em>Dicion\u00e1rio de Favelas<\/em>, que integra o livro<a href=\"http:\/\/www.labhoi.uff.br\/fotograficamente-rio\"> <em>Fotograficamente Rio &#8211; a cidade e seus temas<\/em><\/a><i>.\u00a0<\/i>Uma organiza\u00e7\u00e3o da historiadora e professora da Universidade Federal Fluminense, Ana Maria Mauad*. Trabalho que fiz em parceria com Mariana Lacerda**.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010.jpg\" data-size=\"2000x1333\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10976 size-full\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010.jpg\" alt=\"img_6010\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_6010-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 2013, subimos o morro de Santa Marta, na zona sul do Rio de Janeiro, acompanhados por Vitor Lira, um morador da parte mais alta do morro, do local conhecido como Pico. Vitor ent\u00e3o\u00a0l\u00edder da Comiss\u00e3o de Moradores do Pico do Santa Marta que se organizou para lutar pela manuten\u00e7\u00e3o das casas de 52 fam\u00edlias daquela parte do morro que deveriam ser removidas. Seus dois filhos, quinta gera\u00e7\u00e3o do lugar, corriam risco de vida \u2013 segundo a Prefeitura do Rio, que em laudos t\u00e9cnicos argumentou que as moradias do Pico ocupavam \u00e1rea de risco. Um laudo t\u00e9cnico outro, encomendando pelos moradores do Pico, contudo, mostrou o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos anos atr\u00e1s, o Pico do Morro de Santa Marta era um local de dif\u00edcil acesso e por isso mesmo era considerado estrat\u00e9gico para o combate ao tr\u00e1fico de drogas. A pol\u00edcia entrava pelo alto do morro e era ali tamb\u00e9m, mas poucos no morro comentam sobre isso, por onde, possivelmente, jovens presos por policiais eram levados.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o do plano inclinado, constru\u00eddo em maio de 2008, e o asfaltamento da rua que sobe pelo bairro de Laranjeiras ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o da Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP), em dezembro do mesmo ano, tornou a bel\u00edssima vista do Pico extremamente acess\u00edvel. O lugar antes longe e alto tornou-se perto. Tributos referentes ao consumo de \u00e1gua e energia passaram a chegar aos seus moradores \u2013 e para isso ruelas ganharam nomes oficiais.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que as melhorias chegavam ao morro de Santa Marta, os moradores do Pico tiveram conhecimento que suas casas seriam removidas.<\/p>\n<p>Segundo a prefeitura, al\u00e9m de ocuparem \u00e1reas de risco, essas casas, apesar de h\u00e1 muito estarem ali, situam-se em uma regi\u00e3o que indica proximidade em rela\u00e7\u00e3o ao topo do morro. Sem negocia\u00e7\u00e3o nem di\u00e1logo com os moradores que ali testemunharam assassinatos de parentes e nascimento de filhos, que ali, organizaram suas vidas ao longo de anos e, apesar de tudo, paredes foram marcadas com tinta frescas com siglas e n\u00fameros \u2013 numa esp\u00e9cie de sele\u00e7\u00e3o. Contra esse gesto, Vitor Lira foi voz gritante.<\/p>\n<p>Este trabalho nasceu deste contexto e teve como pr\u00e1tica inicial ouvir e recolher narrativas daqueles que vivem e viviam no Pico do Morro de Santa Marta, a partir do relato central de Vitor Lira. A pesquisa logo apontou para o que continuava evidente na tinta fresca das paredes das casas em alvenaria: a remo\u00e7\u00e3o de moradores de favelas, uma pr\u00e1tica ampliada durante a ditadura militar brasileira, persiste at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed uma ideia simples nos estimulou a pensar a favela \u2013 essa forma brasileira de morar: ela existe e existir\u00e1 apesar de tudo. A favela existe apesar das pol\u00edticas que ao longo da hist\u00f3ria capturaram modos de exist\u00eancia, de ir e vir, de gera\u00e7\u00e3o de trabalho, de produ\u00e7\u00e3o de afetos. A favela enquanto resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Partirmos, ent\u00e3o, para a constru\u00e7\u00e3o de um arquivo que no momento chamamos apenas Dicion\u00e1rio, uma forma de tra\u00e7ar, pontuar, guardar, registrar esses modos de viver no mundo \u2013 apesar do mundo.<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863.jpg\" data-size=\"2000x1333\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10967\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863.jpg\" alt=\"img_4863\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4863-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>P de Pico do Morro de Santa Marta <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em um peda\u00e7o de terra, na cidade do Rio de Janeiro, constru\u00eddo no ar, na vertente sul do Maci\u00e7o da Tijuca, no setor conhecido como Serra da Carioca, est\u00e1 este lugar onde residem 52 fam\u00edlias. Moram na parte mais alta do Morro de Santa Marta, cujo acesso se d\u00e1 pela rua de S\u00e3o Clemente, bairro de Botafogo. A parte mais alta do morro, vem da\u00ed o nome Pico, flutuando apesar do ch\u00e3o, e que tamb\u00e9m pode ser acessada a partir de Laranjeiras.<\/p>\n<p>As casas do Pico s\u00e3o cercadas por exuberantes \u00e1rvores, que comportam-se como nebulosas, entre jequitib\u00e1s, ip\u00eas, urucuramas e angicos \u2013 no que restou da Floresta da Tijuca \u2013 onde um dia j\u00e1 se cultivou o caf\u00e9. Dessa hist\u00f3ria restam as ru\u00ednas em forma de uma escadaria que leva a uma nascente de \u00e1gua fria e limpa. Em um canto mais afastado desse, que \u00e9 um imenso jardim, o visitante pode colher mangas ou fartar-se de comer jaca. N\u00e3o falta comida. Borboletas azuis, saguis e cobras costumam aparecer. Os animais, quando domesticados, passam a fazer parte da comunidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que ali se vive olhando o oceano e suas imensas rochas, mas at\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe se s\u00e3o os moradores do Pico que miram o mar \u2013 ou se s\u00e3o vigiados pelos santos de suas \u00e1guas. Por vezes, um halo de bruma envolve tudo. Uma aura se estabelece. Nada passa e tem-se paz.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681.jpg\" data-size=\"2000x1333\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10974\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681.jpg\" alt=\"img_5681\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5681-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O viajante que desejar alcan\u00e7ar o Pico deve faz\u00ea-lo pelo Plano Inclinado \u2013 bonde que seguindo um trilho alcan\u00e7a o alto. Dali em diante, o percurso deve ser feito a p\u00e9. \u00c0quele que caminha, recomenda-se que observe as ruelas estreitas entre as casas do Pico. Olhe para baixo, atente-se ao ch\u00e3o \u2013 apesar do mar, do c\u00e9u. O cal\u00e7amento n\u00e3o alcan\u00e7ou o Pico \u2013 tornou-se privil\u00e9gio para quem mora no morro, mas n\u00e3o daqueles que ocupam a sua parte mais \u00edngreme onde a chuva, em muitas ocasi\u00f5es, trai seus moradores.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, registra-se a ocorr\u00eancia de tempestades e h\u00e1 riscos de deslizamento. A morte anda por perto. Por que os projetos de urbaniza\u00e7\u00e3o de favelas do Rio de Janeiro n\u00e3o alcan\u00e7aram o Pico? Os viajantes devem se fazer essa pergunta, sob pena de perderem o curso da hist\u00f3ria. Devem ainda atentar-se \u00e0s faixas que se imp\u00f5em na paisagem e gritam: \u201cSOS Pico de Santa Marta\u201d.<\/p>\n<p>Os moradores do Pico do Morro de Santa Marta sofrem agress\u00f5es e pedem socorro. Visitantes precisam estar cientes disso e oferecer aux\u00edlio e uma forma de ajudar \u00e9 conhecer a hist\u00f3ria do lugar. Se precisar, Vitor Lira \u00e9 o nome do guia que sabe sobre cada mist\u00e9rio que ali um dia se viveu.<\/p>\n<p>A paisagem, o mar, as rochas, a floresta. A pergunta que deve ser colocada por quem passa pelo Pico \u00e9: esse mundo que pertence aos sonhos de todo viajante do planeta n\u00e3o pode ser privil\u00e9gio de pobres? A resposta dada pelos especuladores governantes \u00e9 n\u00e3o.<\/p>\n<p>O viajante deve saber ainda que mais um \u201cn\u00e3o\u201d na vida daqueles moradores, quinta gera\u00e7\u00e3o a habitar o lugar, n\u00e3o ir\u00e1 faz\u00ea-los descer, tampouco, deixar para tr\u00e1s os rastros de sua ancestralidade, a vista para o mar, a bruma, aura. Eis a paisagem que todos querem fotografar \u2013 e a boa gente que nela habita.<\/p>\n<p>Quem visita o Pico de Santa Marta deve esquecer, ao menos nessa viagem, de levar consigo suas c\u00e2meras fotogr\u00e1ficas. Mas n\u00e3o seria a fotografia a pr\u00f3pria raz\u00e3o da viagem? Nesse caso, recomenda-se (mil vezes), por favor, que o viajante n\u00e3o mire teleobjetivas como quem vai atirar. Ao menos aqui, em respeito ao passado, esque\u00e7a os tiros. Homens, mulheres e crian\u00e7as, h\u00e1 s\u00e9culos, est\u00e3o cansados de serem exibidos enquanto pr\u00eamios no al\u00e9m-mar.<\/p>\n<p>No Pico de Santa Marta, h\u00e1 muito, o lobo foi domado \u2013 ainda que ningu\u00e9m saiba, e as l\u00e1grimas continuem a molhar o rosto de toda a gente do lugar. Quando em um dia de chuva se perde o pai, morto pela pol\u00edcia e arrastado pelos incont\u00e1veis degraus da escadaria, n\u00e3o h\u00e1 mais medo. H\u00e1 a solidariedade que impera. H\u00e1 o mar, a nebulosa que \u00e9 a floresta. H\u00e1 um lobo consigo, dentro, terno, adormecido. Fa\u00e7a sil\u00eancio. N\u00e3o o tema. N\u00e3o o acorde. Acolha o lobo e quem cuida dele, pois ele guarda e protege aquele que resiste em seu solo sagrado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514.jpg\" data-size=\"2000x1301\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10972\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1301\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514-360x234.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514-768x500.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514-674x438.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5514-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088.jpg\" data-size=\"2000x1333\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10969\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088.jpg\" alt=\"img_5088\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5088-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879.jpg\" data-size=\"2000x1333\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10968\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879.jpg\" alt=\"img_4879\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_4879-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105.jpg\" data-size=\"2000x1333\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10970\" src=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105.jpg\" alt=\"img_5105\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105.jpg 2000w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105-674x449.jpg 674w, https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_5105-90x60.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o foi uma iniciativa do <a href=\"http:\/\/www.labhoi.uff.br\/node\/23\">LABHOI<\/a>, Laborat\u00f3rio de Hist\u00f3ria Oral e Imagem da UFF. E o comit\u00ea editorial foi formado por:<\/p>\n<p><strong>Ism\u00eania de Lima Martins<\/strong>, historiadora, professora Eme\u0301rita do Departamento de Histo\u0301ria da UFF; <strong>Maria do Carmo Teixeira Rainho,<\/strong> historiadora, pesquisadora do Arquivo Nacional e do Museu Histo\u0301rico Nacional; <strong>Maria Teresa Bandeira de Mello<\/strong>, historiadora, diretora do Arquivo Pu\u0301blico do Estado do Rio de Janeiro (APERJ); \u00a0<strong>Mariana de Aguiar Muaze,<\/strong>\u00a0historiadora, professora do departamento de Histo\u0301ria da Univer- sidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);\u00a0<strong>Mauricio Lissovky,<\/strong>\u00a0historiador, professor da Escola de Comunicac\u0327a\u0303o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ); <strong>Samantha Viz Quadrat<\/strong>, historiadora, professora do Departamento de Histo\u0301ria da Universidade Federal Fluminense (UFF); <strong>Silvana Louzada<\/strong>, arquiteta e foto\u0301grafa, doutora em Comunicac\u0327a\u0303o pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora do Laborato\u0301rio de Histo\u0301ria Oral e Imagem da UFF, po\u0301s-doutoranda no Programa de Po\u0301s-Graduac\u0327a\u0303o em Comunicac\u0327a\u0303o da UFRJ (PPGCom).<\/p>\n<p>*Ana Maria Mauad: graduada em Histo\u0301ria pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde se doutorou em 1990. Atualmente e\u0301 professora Titular do Departamento de Histo\u0301ria da UFF, pesquisadora do Laborato\u0301rio de Histo\u0301ria Oral e Imagem da UFF, desde 1992, do CNPq desde 1996 e Cientista do Nosso Estado FAPERJ, 2013-2016. Autora dos livros: Poses e Flagrantes: ensaios sobre histo\u0301ria e fotografias (Edu , 2008); Histo\u0301ria Visual da Guanabara, juntamente, com Paulo Knauss e Marly Motta (Edic\u0327o\u0303es Janeiro, 2015); organizou Histo\u0301ria Oral e Mi\u0301dia (Letra e Voz, 2016) e, juntamente, com Juniele Rabelo Almeida e Ricardo Santhiago, Histo\u0301ria Pu\u0301blica no Brasil: sentidos e itinera\u0301rios (Letra e Voz, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>**Mariana Lacerda:<\/strong> documentarista, graduada em jornalismo, mestre em Histo\u0301ria da Cie\u0302ncia pela PUC-SP. Escreveu e dirigiu os filmes de curta durac\u0327a\u0303o Menino-aranha (2008\/2009), A Vida Noturna das Igrejas de Olinda (2012), Pausas Silenciosas (2013), Baleia Magic Park (2015) e Deserto (2016, apara Aparelhamento, Ocupac\u0327a\u0303o Funarte\/SP). Diretora da se\u0301rie documental para TV Expresso (Cine Brasil TV), com direc\u0327a\u0303o geral de Hilton Lacerda. Autora do livro Olinda (Bebinho Salgado 45\/Cinemasco\u0301pio 2015). Esta\u0301 finalizando seu primeiro longa-metragem, o documenta\u0301rio Gyuri, selecionado pelo Rumos Itau\u0301 Cultural (2015\/2016). Argumento e direc\u0327a\u0303o da se\u0301rie documental para TV intitulada Histo\u0301rias de Fantasmas Verdadeiros para Crianc\u0327as, trabalho desenvolvido no Nu\u0301cleo Criativo Cinemasco\u0301pio, Recife (2016).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis aqui parte do ensaio Dicion\u00e1rio de Favelas, que integra o livro Fotograficamente Rio &#8211; a cidade e seus temas.\u00a0Uma organiza\u00e7\u00e3o da historiadora e professora da Universidade Federal Fluminense, Ana Maria Mauad*. Trabalho que fiz em parceria com Mariana Lacerda**. Em 2013, subimos o morro de Santa Marta, na zona sul do Rio de Janeiro, acompanhados por Vitor Lira, um morador da parte mais alta do morro, do local conhecido como Pico. Vitor ent\u00e3o\u00a0l\u00edder da Comiss\u00e3o de Moradores do Pico do Santa Marta que se organizou para lutar pela manuten\u00e7\u00e3o das casas de 52 fam\u00edlias daquela parte do morro que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":10967,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[835],"tags":[1128,1127,677,1126,1129],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10950"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10950"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11067,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10950\/revisions\/11067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.iconica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}