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Morreu John Berger

Mauricio Lissovsky | 7.jan.2017

Foi no primeiro dia útil do ano, 2 de janeiro, em Paris, aos 91 anos de idade. Dia útil por que? Dia útil para quê? Para se contar uma história ‒ essa provavelmente seria sua resposta ‒, pois toda história começa pelo fim (ou porque há um fim). E o fim é sempre alguém que morre, pois “precisamos dos mortos para reconhecer a nós mesmos”.  Em um diálogo memorável com, Susan Sontag , ambos concordam que “a morte de alguém”, de fato, “é sempre pretexto para se contar uma história.”Leia Mais

Texto-imagem-teoria

Ronaldo Entler | 11.mar.2013

Uma vez, numa roda de conversa que incluía Lívia Aquino e Pio Figueiroa, perguntei a Maurício Lissovsky se uma teoria poderia ser estética. Ele me respondeu que não havia teoria aceitável que não fosse estética. De fato, tive muitas vezes a intuição de que os pensadores que eu mais admiro são grandes alegoristas: apropriam-se de imagens que, quando sobrepostas aos objetos de suas reflexões, permitem ver alguns de seus aspectos ou dinâmicas mais sutis. Os exemplos são fartos em Benjamin, Barthes, Sontag, Dubois, Flusser, Didi-Huberman, entre tantos outros. A possibilidadeLeia Mais

Por que ver os clássicos

Rubens Fernandes Junior | 16.mar.2010

Visitar a exposição de Maureen Bisilliat no espaço da Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo, é adentrar numa rara experiência sensorial, na qual imagens de um Brasil profundo articuladas com objetos de produção artesanal, textos literários e poéticos, vídeos e sonoridades, permitem uma comunhão única com a raiz da cultura brasileira e com a essência da criação fotográfica. Depois de tamanho êxtase, somos tomados por uma espécie de orgulho vaidoso pois, diante desta grandeza fotográfica, acreditamos que realmente é um privilégio conviver com estas imagens e estar dianteLeia Mais

Fotógrafos não são normais #1

Ronaldo Entler | 28.set.2009

Nesta semana, encontrei mais um personagem-fotógrafo no cinema, no filme Amantes, de James Gray, com Isabella Rossellini, Gwyneth Paltrow e Joachim Phoenix (é o filme que ele foi divulgar no David Latterman, barbudo e quase catatônico). É a história de um jovem com tendências suicidas, dividido entre uma boa moça e a mulher que ama, entre os negócios da família, o ócio e a fotografia. É bom, vale a pena ver. A fotografia é só um detalhe no filme, mas lembrei de uma pergunta que fiz recentemente ao Fernando deLeia Mais